ENEM PPL 2019 - Combate ao uso indiscriminado das tecnologias digitais de informação por crianças

Enviada em 14/05/2024

O combate ao uso indiscriminado das tecnologias digitais de informação por crianças é uma questão crucial nos dias de hoje. A Constituição Federal, criada em 1988, foi proposta com o objetivo de garantir os direitos básicos para todos os cidadãos. Contudo, tal teoria nem sempre se reflete na prática, especialmente ao analisar o uso indiscriminado dos meios digitais na realidade infantil. Por isso, é importante examinar a negligência governamental e a mentalidade social sobre o tema.

Primeiramente, é indispensável considerar a negligência governamental como um fator impulsionador da problemática. Sob essa ótica, o escritor Gilberto Dimenstein, em seu livro “Cidadão de Papel”, aborda como as leis brasileiras são exatas na teoria, mas muitas vezes falham na prática. A ausência de disciplinas em unidades de ensino público e privado afeta as crianças, que são expostas excessivamente à tecnologia, resultando em problemas no desenvolvimento de sua saúde e causando atrasos cognitivos na geração Z.

Além disso, é necessário explorar a mentalidade social vigente sobre o tema, já que o sistema brasileiro apresenta lacunas que prejudicam uma visão clara da questão. De acordo com o filósofo Immanuel Kant, o homem é resultado da educação que recebe; portanto, se o ensino for precário, a tendência é adotar posturas inadequadas. As crianças ficam frequentemente expostas às telas sem orientação e supervisão dos responsáveis, utilizando dispositivos tecnológicos principalmente para entretenimento e acesso a informações desnecessárias, tornando-as vulneráveis a perigos potenciais de pessoas mal intencionadas.

Portanto, urge limitar o uso indiscriminado das tecnologias digitais de informação por crianças. Nesse sentido, cabe o Governo Federal investir em disciplinas escolares e consciencialização promovida pelo Governo Federal e Ministério da Educação conforme a Constituição, visando uma sociedade mais justa. Assim, o Brasil avançará rumo a uma sociedade mais igualitária, em conformidade com sua Constituição.