ENEM PPL 2019 - Combate ao uso indiscriminado das tecnologias digitais de informação por crianças

Enviada em 12/05/2024

O general do exército americano na Segunda Guerra Mundial e presidente dos Estados Unidos de 1953 a 1961, Dwight David Eisenhower, disse em uma de suas citações: “A influência é a arte de conseguir que alguém faça algo que você quer que ele faça, mas que ele acredita ser algo que ele quer fazer.”. Esta frase é refletida na contemporaneidade por meio das mídias digitais, que quando utilizadas por crianças e jovens de modo indiscriminado e sem supervisão, podem acarretar em diversos problemas a longo prazo, pondo em risco o desenvolvimento mental dos expectadores infantis juntamente à sua segurança.

Inquestionavelmente, a tecnologia está cada vez mais presente no cotidiano de todo o mundo, sendo uma ferramenta essencial para o desenvolvimento da sociedade como um todo. Porém, nem todo reflexo desse impacto é positivo. Com a acessibilidade dos meios digitais, muitos jovens têm um contato precoce com as redes sociais, projetadas para prender os usuários a elas, e funcionam ainda mais quando expostas ao público mais novo. Essa exposição causa diversos males às crianças. Segundo a Academia Americana de Pediatria (AAP), há claras evidências de que as mídias digitais contribuem substancialmente para diferentes problemas de saúde, como a obesidade e comportamentos agressivos, comprometendo o desenvolvimento cognitivo da criança e formação para a vida adulta.

Consoante a isso, a segurança das crianças é posta em risco de diversas formas quando navegam nas redes sem supervisão. Estas podem expor dados e imagens que atraem a atenção de pedófilos ou pessoas mal intencionadas, que podem tentar contato ou buscar o jovem. Segundo dados da Sociedade Mineira de Pediatria (SMP), 9% do público infantil que utiliza a internet já recebeu pedidos de fotos de partes íntimas ou conversas de conteúdo sexual pela internet, e 47% disseram ter visto imagens e vídeos com conteúdo sexual em redes sociais nos últimos 12 meses.

A partir do entendimento dessa questão, fica notório que medidas precisam ser tomadas para a preservação das crianças brasileiras. O Estatuto da Criança e do Adolescente deve propor regras mais rígidas no que diz respeito ao acesso dos jovens à internet, juntamente a um trabalho de conscientização dos responsáveis.