Enfraquecimento da economia global como ameaça para o Brasil

Enviada em 07/05/2023

A crise sanitária da COVID - 19, e a Guerra da Ucrânia trouxeram ao debate público e ao bolso do trabalhador uma clara demonstração do quão frágil e subserviente é a economia brasileira diante de “efeitos em cadeia” que afetam o hegemon bancário e financeiro global. A dependência de mercados externos, e o detrimento da sua própria infraestrutura por meio de política públicas voltadas a interesses empresariais pequeno burgueses mostram que políticas reformistas são ineficazes, e que a mobilização popular organizada é imprescindível neste debate.

A queda do Bloco do Leste em 1991 permitiu aos interesses americanos e neoliberais atingir a periferia do capitalismo, e o Brasil que já vinha de um histórico de privatizações militares da ditadura, do governo Collor, FHC e uma alta docilidade do governo petista que nunca debateu esse tópico, permitiu que durante a gestão Bolsonaro a Eletrobrás, outra jóia brasileira fosse privatizada, algo que havia acontecido com a Vale no período FHC, um movimento que fere nossa soberania e interesses nacionais em desenvolver nossa própria auto-suficiência produtiva.

Não distante da perda das estatais, o desmonte da cadeia produtiva de outras empresas como a Petrobrás e a permanência de políticas públicas como do PPI exemplificam o caráter rentista e antipopular da política brasileira, algo que fica ainda mais claro com o Teto de Gastos de Temer, que por ser ter sido um governo sem nenhuma aprovação popular não se reteve de “estrangular” os investimentos nacionais, especialmente impedindo a reindustrialização brasileira e o fomento a políticas públicas que visem a soberania brasileira diante do globo.

A mudança da direção das Políticas Públicas como a derrubada do PPI, e maior incentivo ao processo de reindustrialização nacional são metas necessárias para reverter o quadro de estagnação e diminuir o impacto internacional nós interesses brasileiros, para tanto é necessário entender a conjuntura política e observar como fica claro a presença de quadros reacionários, latifundiários e que se locupletam da posição atual do Brasil. Por causa disso é necessário um processo de trabalho de base e conscientização dos trabalhadores por parte dos sindicatos, partidos revolucionários e coletivos para organizar tais pautas para pressionar os poderes Legislativo e Executivo a fim de gerar mobilização na forma de ações públicas.