Enfraquecimento da economia global como ameaça para o Brasil
Enviada em 09/06/2023
Durante a “Grande Depressão”, elevada crise financeira nos Estados Unidos, foi notório o quanto a economia de um país pode emergir o recesso desenvolmentista em escala mundial. Hodiernamente, observa-se semelhança com o cenário atual, diante o enfraquecimento da economia global como ameaça para o Brasil. Sendo assim, faz-se necessário discutir suas causas e consequências, tais como a elevada taxa da inflação advinda da falta de políticas públicas em meio à pandemia e a queda do PIB proveniente da recessão econômica do país, respectivamente.
Em primeira análise, após o ano de 2020 de estagnação econômica devido à covid-19, o que provocou choques de oferta e demanda, é essencial pontuar que a inflação pós-pandemia é um fenômeno global, mas atinge o Brasil com mais força. Segundo Oscar Wilde: “A insatisfação é o primeiro passo para o progresso de um homem ou de uma nação”, assim, contextualiza-se a indispensabilidade de conter a inoperância estatal, a fim de consolidar o desenvolvimento brasileiro. Isso porque a política econômica mal gerenciada, principal agente causador da alta inflação, pode reduzir o consumo, a produção e o investimento de uma nação.
Ademais, a retração financeira influencia diferentes aspectos econômicos e sociais, como o aumento da pobreza, a piora em saúde e educação. Com a redução da qualidade de vida e a diminuição da renda, uma crise continuada ainda pode levar à instabilidade social, com a atenuação de parceiros estratégicos e a saída de investidores estrangeiros, o que gera maiores entraves à recuperação da economia. Nesse viés, Nelson Mandela afirma que: “Democracia com fome, sem educação e saúde para a maioria, é uma concha vazia”, dessa forma, é imprescindível lutar por devidas mudanças com o objetivo de cessar a deturpação.
Portanto, cabe ao governo, reduzir as despesas do Estado por meio de políticas econômicas efetivas e equilibrar o orçamento público, com a finalidade de cessar gastos desnecessários e priorizar somente o essencial, como saúde e educação de qualidade. Somado a isso, o Banco Central zelar pelo controle das expectativas de inflação para evitar que os mecanismos presentes na economia brasileira perpetuem a inflação elevada, e assim a sonhada “Ordem e Progresso” poderá ser realidade no território nacional.