Enfraquecimento da economia global como ameaça para o Brasil

Enviada em 14/09/2024

O colapso econômico em 1929 decorrente da quebra da Bolsa de Valores de Nova York repercutiu em todo o mundo, inclusive no Brasil. Esse fato histórico evidencia como o status da economia global pode representar uma ameaça para o país. Desse modo, a falta de iniciativa estatal para incentivar o fortalecimento da economia brasileira intensifica o problema e as consequências são catastróficas.

Nesse contexto, é notório que a inércia do Estado em fomentar o desenvolvim-to econômico potencial do país influi na fragilização econômica em tempos de crise global. Acerca disso, Michel Focault afirma que é papel governamental garantir os meios para promover o bem-estar de todos os cidadãos. Entretanto, o fortaleci-mento econômico dos brasileiros, tanto da “burguesia” quanto classe operária, não está dentre as prioridades administrativas, uma vez que o país não aproveita a riqueza de matérias primas, como o ferro e alumínio para a fabricação de tecnologias mais complexas e de maior valor e geração de empregos. Desse modo o cenário econômico nacional permanece sujeito às flutuações da economia global.

Ademais, as consequências dos períodos de recessão globais são nefastas. Sob esse viés, Karl Marx reitera a estreita relação entre capital e idiossincrasias sociais. Nesse sentido, constata-se que a fragilidade econômica ocasiona mazelas que colocam em risco a dignidade humana, princípio norteador da Constituição de 1988, como fome, falta de moradia e violência decorrente de furtos, roubos e falta de segurança em um país que, segundo dados do IBGE, 30% da população já sofre o chamado esquecimento social, ou seja, carece dos direitos essenciais citados. Dessa forma, os problemas que marcam o corpo social brasileiro são intensificados de acordo com os períodos de déficit econômico internacional.

Portanto, urge a necessidade de ação do poder público. Logo, cabe ao Ministério da Economia, em parceria com o Ministério da Indústria incentivar a transformação dos produtos primários nacionais em secundários, para exportação. Tal incentivo ocorrerá por meio da redução de impostos e financiamento de maquinário para o setor privado brasileiro, respeitando os direitos dos trabalhadores. Dessa forma, o sistema financeiro se fortalecerá e não mais será refém das variações globais.