Ensino domiciliar em questão no Brasil

Enviada em 30/08/2019

Desde a chegada da Família Real ao Brasil o ensino domiciliar foi implantado, porém apenas para a nobreza. No contexto atual, com o grande número de materiais feitos por professores e a própria internet, teve-se uma expressiva democratização do acesso a essa forma de educação. Entretanto, na legislação brasileira não possui uma devida autorização nem regulamentação de tal realidade. Por con-seguinte, os pais não têm autonomia perante à educação dos filhos, somado a isso, a ausência de parâmetros que possam avaliar os alunos adeptos do “Homeschooling” provocam divisões que adiam a resolução da educação adequada para as crianças e jovens.

Vale ressaltar, primeiramente, que muitas famílias desejam estar mais presentes na vida dos filhos e acompanhar o crescimento deles , assim, a educação domiciliar tornou possível essa realidade. Diante disso, percebe-se que muitos pais encontraram um grande avanço nos filhos depois dessa aplicação, visto que o acompanhamento individualizado, o protagonismo dos mesmos no aprendizado e a não convivência com fatores negativos da escola como o bullying proporcionaram uma vivência melhor com a educação que se torna prazerosa. O casal youtuber Deia e Tiba, por exemplo, usam nas redes sociais um grande ativismo pró educação domiciliar, por meio de aulas de campo, materiais de qualidade, o aprender ressignifica a vida desses pequenos. O problema encontrado é a proibição desse método de aprendizado, no contexto brasileiro, que apesar de muitos pais oferecerem uma boa formação em casa não é uma realidade válida para o Estado.

Além disso, mesmo que se autorize o “homeschooling”, a falta de uma regulamentação de como será aplicada e avaliada essa forma de aprendizado pode provocar consequências danosas a esse grupo, por meio de uma negligência dos pais e do Estado. Prova disso é o documentário brasileiro “Fluir: o devir da autopoiese”, o qual mostra a realidade de pais que realizaram a desescolarização dos filhos, porém não demonstram o devido zelo com a educação de seus dependentes, pois os deixam aprender apenas o que interessa e não aquilo que as crianças e jovens devem aprender nessa faixa etária. Desse modo, a falta de regulamentação é pior que a proibição tendo em vista que há um abandono da formação intelectual.

Dado o exposto, nota-se que a educação domiciliar é uma realidade de muitas famílias que obtêm êxito, mas sem regulamentação não há como garantir acesso adequado a esses jovens e crianças. É necessário, portanto, que pais e professores, adeptos do “homeschooling”, auxiliem o Estado, por meio do Ministério da Educação a aprovar e regulamentar a educação em casa, por intermédio de palestras, formações que demonstrem