Ensino domiciliar em questão no Brasil
Enviada em 10/09/2019
A Constituição Federal de 1988 — regimento de maior importância histórica para a democracia brasileira — estabelece que a educação é um direito de todos e dever do Estado e da Família. Em contrapartida, os preceitos da educação domiciliar, mais conhecida como “homeschooling”, em pauta no Senado, mostra-se plenamente apta para educar crianças e adolescentes, segundo pesquisas realizadas e comprovadas por estudiosos internacionais. Nesse sentido, para que atenda a essa demanda, o ensino domiciliar deve ser repensado na sociedade verde-amarela.
Apesar da prática pedagógica em domicílio ser alvo de críticas relacionadas ao desenvolvimento da criança, bem como sua capacidade de interagir no meio social, ela pode tornar-se uma possível inovação para o âmbito educacional. A princípio, uma das discordâncias desse modelo é o pensamento de que as crianças tornariam indivíduos misantropos — pessoas com dificuldade de socialização. No entanto, esses argumentos mostram-se inadequados, posto que, segundo a Associação Nacional de Educação Domiciliar (ANED), o aprendizado em domicílio favorece o desenvolvimento de várias habilidades, como maior amadurecimento físico e mental e o gosto pelo estudo. Logo, fica evidente que o ensino domiciliar, apesar de não ser regulamentado no país, torna-se uma solução eficaz para a educação brasileira.
Nesse contexto, a terapeuta norte-americana Larry Shyers, em sua tese de doutorado, conclui que o conato com os adultos, e não com outras crianças, é o mais importante para o desenvolvimento de habilidades osciais. Além disso, ela revelou pesquisas que mostram que as crianças praticantes do “homeschooling” tinham menos problemas comportamentais e conseguiam resolver os mesmos testes de conflitos e de interação que as crianças matriculadas nas escolas. Nessa perspectiva, por mis que sejam educadas no lar, sem o convívio diariamente com outras crianças, elas não ficam totalmente distanciadas, pois além de fazerem aulas particulares, como esportes e outras línguas, praticam excurssões e reuniões de aprendizado com outras crianças homeschoolers. Assim sendo, é notório que essa prática pedagógica estabelece resultado benéfico para o sistema de educação.
Urge, portanto, que o Senado Federal — órgão responsável pelo Poder Legislativo da União — aprove leis que incluam o modelo de educação domiciliar para as famílias que preferem esse a escola. Além disso, faz-se necessário que o mesmo órgão aplique auxílio de materiais escolares e provas semestrais para ver se essas crianças estão sendo educadas corretamente. Com efeito, a “homeschooling” pode tornar-se uma solução transformadora para o atual sistema de ensino brasileiro.