Ensino domiciliar em questão no Brasil

Enviada em 13/09/2019

“Educação é a arma mais poderosa que se pode usar para mudar o mundo.” A afirmação de Nelson Mandela, ganhador do Prêmio Nobel da Paz em 1993 e líder sul-africano, pode ser usada como mote pelos defensores do ensino domiciliar. Nesse sentido, convém análise das motivações e consequências desse fenômeno na sociedade brasileira.

Em primeira análise, o ensino em casa tem como precursor o desejo dos pais em elevar o desempenho educacional de seus filhos. Corrobora para essa decisão, o fato do Brasil ocupar as últimas posições em relação à leitura, ciências e matemática no Programa Internacional de Avaliação dos Estudantes (PISA). Ademais, o sentimento de que pouco se produz com os 6% do Produto Interno Bruto (dados do Ministério da Educação) destinados a educação é outro fator. Enquanto persistir esse pensamento, genitores lançam mão de recursos tais como professores particulares e aulas de reforço on line, para conseguir então, o sucesso educacional.

Nesse sentido, o modelo de aprendizado baseado essencialmente na memorização, amplamente utilizado nas escolas brasileiras, faliu. Esta afirmação é comprovada pelos dados do Sistema de Avaliação do Ensino Básico (SAEB), onde um estudante aprende, em matemática, apenas 20% do que deveria. Portanto, o artifício da educação doméstica, baseado no desenvolvimento de competências e habilidades, é capaz de reverter essa triste estatística, e deve ser intensamente preconizado.

Sendo assim, o objetivo do ensino domiciliar é a aprendizagem essencial, ao invés da mera fixação do aprendizado (realidade na maioria das escolas). O governo, através da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), ao priorizar o desenvolvimento de competências tal qual estabelecer áreas temáticas essenciais, articula-se para reverter o atual sofrível desempenho de alunos, seja no ensino fundamental, seja no ensino médio. Logo, aprendizado residencial e institucional quando alinhados, se tornam valorosas munições para a arma da educação.