Ensino domiciliar em questão no Brasil

Enviada em 19/09/2019

No livro “Sapiens: Uma breve história da humanidade”, o autor, Yuval Noah Harari, comenta o quão essencial a socialização com outros indivíduos  foi para a espécie humana. Nesse sentido, atualmente, nota-se que a questão do ensino domiciliar no Brasil ameaça as crianças desse importante contato com o diferente. Essa situação é causada pela crescente onda conservadora e, paralelamente, ações antiéticas do Governo agravam a situação da maioria dos cidadãos.

Primeiramente, é valido mencionar que o presente conservadorismo é responsável pela falta de socialização do infante, o que contribui para a formação de indivíduos intolerantes. Nessa continuidade, essa onda conservadora atua como um fato social (termo criado pelo sociólogo Émile Durkheim) devido a seu caráter geral, externo, que coage os indivíduos a evitar que seus filhos entre em contato com crianças de culturas, religiões e etnias diferentes, influenciando na formação de pessoas preconceituosas.

Em segundo lugar, uma governança antiética é agente de uma piora da situação educacional da maioria dos cidadãos. Nesse seguimento, segundo o filósofo Immanuel Kant, para ser ético, é necessário agir de forma que essa ação possa ser universal. Dessa forma, o Governo é antiético ao liberar o ensino domiciliar no Brasil enquanto o investimento em educação está concentrado na região Sudeste, resultando em uma injustiça com as pessoas que não fazem parte da elite privilegiada, já que eles não tem acesso a uma educação e a profissionais de qualidade.

Ficam claros, portanto, os problemas envolvendo a questão do ensino domiciliar no Brasil. Para resolver essa problemática, os professores e as ONGs, como a Todos Pela Educação, precisam se organizar para fazerem manifestações pacíficas no intuito de conscientizar a população acerca da importância do meio escolar para a socialização das crianças e a formação delas como indivíduos tolerantes. Ademais, o Estado necessita liberar mais verbas para o Ministério da Educação, para que este possa investir no ensino de forma mais equitativa a fim de tornar o Governo mais ético.