Ensino domiciliar em questão no Brasil

Enviada em 23/09/2019

A internet, no século XXI veio ao público como um meio de troca de informações, com tal avanço informações rodavam o mundo em instantes, assim, possibilitando uma enorme gama de usos . No Brasil atual, onde temos mais de 200 milhões de habitantes, temas como o Ensino domiciliar, no qual se utiliza a internet se fazem constantes em pautas políticas, porém, o Ensino domiciliar é falho em dois pontos: O não ensino do convívio social, e o fato de nem toda a população ter acesso a internet.

Inicialmente, é necessário ressaltar que segundo o filósofo Platão, a Educação molda o homem. Nesse viés, toda a forma de educação é necessária para a formação de um cidadão modelo, porém, o ensino de como se portar em sociedade, o convívio social, é algo que não pode ser ensinado de forma virtual, somente tendo a própria experiencia, isto é, o habito do convívio em sociedade, no contexto, o convívio escolar. Como consequência, cidadãos que são educados somente com o ensino domiciliar podem vir a desenvolver transtornos mentais, como a fobia social, e até mesmo a depressão, levando ao suicídio.

Por conseguinte, o Brasil tem uma população de escala continental, aproximadamente 200% milhões de pessoas. No entanto, segundo uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística(IBGE), cerca de 20% da população vive em extrema miséria, com menos de um salario minimo. Nesse viés, tal problemática surgiu com a repartição de terras por Dom pedro II em 1850, assim, criando o primeiro caso de concentração econômica no Brasil. Desse modo, percebe-se que o Ensino domiciliar é falho, caso não seja de amplo acesso a toda população.

Fica evidente, portanto, que o Ensino domiciliar é útil apenas a uma parcela da população que tem conexão a internet, e de forma apenas a complementar o ensino presencial já existente. Portanto, se faz necessário que o Ministério da Educação(MEC), juntamente com o Estado, por meio de verbas governamentais, incremente o ensino domiciliar à rotina estudantil brasileira, contudo, apenas de forma a complementar o já existente ensino presencial. Outrossim, para a parcela da população que não tem acesso a Internet, os Governos Municipais devem criar Centros estudantis, que serão de graça e de amplo acesso a todos os cidadãos, onde irão ter computadores e espaços adequados para o estudo. Somente assim, a questão do ensino domiciliar sera resolvida com equidade para toda a população.