Ensino domiciliar em questão no Brasil
Enviada em 25/09/2019
Retrocesso além do medievo
Durante a Idade Média, as primeiras Universidades do mundo foram criadas, o que garantiu maior disseminação do conhecimento. Porém, a atual proposta da regulamentação do ensino domiciliar, no país, torna-se um problema, devido ao distanciamento da integração do aluno com a escola. Diante dessa perspectiva, faz-se necessário analisar a falta de socialização e a desvalorização do professor como fatores agravados por essa mazela.
Em primeiro plano, é imprescindível compreender a carência do contato entre crianças e jovens decorrentes do ensino fora dos colégios. Acerca disso, é pertinente a filosofia do sociólogo Zygmunt Bauman, na qual ele identifica o individualismo como subproduto de um mundo em que as relações sociais tornaram-se algo supérfluo. Ante esse pensamento, pode-se entender o “home school” como algo que é afetado pelas atuais relações interpessoais, uma vez que o contato e compartilhamento de ideias com outras pessoas não é priorizado. Dessa maneira, a educação domiciliar corrobora para a falta de socialização na sociedade contemporânea. is
Além disso, pode-se notar a constante desvalorização do professor na sociedade moderna. Devido esse fato, em 2013 os docentes organizaram um protesto em que buscavam melhores condições de trabalho e até mesmo de vida. Desse modo, observa-se a tentativa dos professores em aprimorar seu prestígio no âmbito nacional, algo que seria prejudicado pelo ensino à distância, visto que levaria os alunos a desprestigiar as aulas presenciais, pois não perceberiam a importância de irem à escola. Logo, o ensino domiciliar corrobora para depreciação da função do professor no Brasil.
Destarte, é imperativo a promoção de medidas que inibam o desenvolvimento do ensino domiciliar. Portanto, o Ministério da Educação, em parceria com o das Comunicações, deve promover campanhas públicas que valorizem o papel da escola como agente que promove a integração social. Isso pode ocorrer por meio da divulgação dessas campanhas pela mídia, para que, assim, seja posta em prática uma educação de qualidade, haja vista o dever do Estado em assegurar esse direito. Ademais compete ao Poder Público, possibilitar a valorização dos educadores no país, por intermédio do incremento de seus salários, além de garantir benefícios, como aumento do período de férias, no intuito de propiciar a melhora em sua qualidade de vida e também do padrão de ensino. A partir dessas atitudes, poder-se-à manter a difusão do conhecimento, iniciado na Idade Medieval.