Ensino domiciliar em questão no Brasil
Enviada em 21/10/2019
No auge civil da Grécia Antiga, a educação era o marco primordial para uma sociedade próspera. Prova disso, se deu com a extrema valorização e popularidade do ensino domiciliar feito por filósofos e pensadores da época. Atualmente, mesmo após séculos, o Brasil apresenta-se cada vez mais adepto a tal prática, porém ainda enfrenta ligeira repressão frente aos esteriótipos “ideais” estabelecidos no meio social. Sob esse aspecto, cabe salientar a importância da questão do ensino domiciliar brasileiro, uma vez que viabiliza maior integração educacional e reduz as disparidades sociais existentes no país.
Em síntese, o ensino deve ser um fator agregador e não excludente. Concomitantemente, dentre as principais causas que consolidam a escolha da educação domiciliar ao invés da tradicional instituição escolar, se dá em primeiro lugar, pela preferência dos pais ou responsáveis por um ensino mais assistido e posteriormente, um maior controle sobre os assuntos ministrados. Nesse sentido, tal ponto de vista tem se mostrado cada vez mais contundente também em outros países, como nos Estados Unidos, onde cerca de 2,9% das crianças não frequentam escolas, de acordo com o Centro Nacional de Estatísticas para a Educação, percentual que cresce progressivamente a cada ano.
Ademais, a socialização é igualmente essencial. Dessa maneira, Hellen Keller - escritora e ativista social- entendia que, o resultado mais sublime da educação é a tolerância, haja vista seu caráter anti-segregador. Eventualmente, os jovens que recebem ensino em suas casas acabam por se privar de determinadas interações sociais, que de certa forma auxiliam no que diz respeito ao seu crescimento pessoal e profissional. Cabe pontuar, que a educação em sua totalidade, deve representar o produto do aprendizado social e intelectual como meio de permear a tolerância entre os membros de uma sociedade e reduzir o tabu existente acerca da eficiência que a educação residencial pode oferecer na atualidade.
A questão do ensino domiciliar no Brasil é, portanto, vital para o desenvolvimento educacional do país e necessita de políticas que visem o seu incentivo. Logo, o Ministério da Educação deverá promover ações conscientizadoras, por meio de palestras em locais de amplo acesso e cartilhas explicativas, com o apoio do Governo e profissionais da área educacional (professores e pedagogos), a fim de esclarecer todas as dúvidas acerca do assunto e torná-lo mais comum à sociedade de modo a eliminar o tabu ainda existente, para que crianças e adolescentes não sejam prejudicadas em sua vida acadêmica e possuam todo o suporte domiciliar necessário. Além disso, o Governo deve solicitar acompanhamento periódico, que assegure o rendimento eficaz de tais alunos, através de exames nacionais e avaliações, com o fito permear a prática e consolidar uma educação igualitária em todos os âmbitos. Dessa forma, espera-se reafirmar a importância da educação como primórdio social, assim como na Grécia Antiga.