Ensino domiciliar em questão no Brasil
Enviada em 03/10/2019
No filme “Capitão Fantástico”, um pai decide criar seus filhos em uma fazenda e educá-los por conta própria, ensinando-lhes inúmeras habilidades não desenvolvidas em escolas tradicionais. Fora da ficção, a questão da educação em casa vem provocando discussões em todo o Brasil. Nesse sentido, é inegável que o ensino domiciliar tornou-se uma alternativa ao precário sistema educacional do país e à luta contra o bullying.
A priori, cabe ressaltar que a educação domiciliar evita que os alunos sofram com o bullying, que pode levar os jovens ao baixo desempenho escolar. De acordo com o PISA (sigla em inglês para Programa Internacional de Avaliação de Alunos), colégios com alta incidência de intolerância tendem a apresentar notas menores do que aqueles que combatem essa prática. Dessa forma, fica claro que a educação em casa funciona como um modo de prevenção contra o bullying e suas consequências.
Ademais, é mister salientar que a precariedade da educação brasileira é um entrave para o desenvolvimento das crianças. Segundo o Censo Escolar de 2017, apenas metade das instituições de ensino tem biblioteca, prejudicando o acesso de muitos jovens à leitura. Assim, torna-se evidente que o ensino doméstico é uma solução para as deficiências dos educandários do país.
Portanto, é imprescindível que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. A fim de permitir o acesso à educação em ambientes favoráveis a esta, cabe ao Poder Legislativo auxiliar pais e responsáveis no processo de ensino em casa por meio da criação de leis beneficiárias a esses, tais qual a legislação norte-americana. Dessa forma, será possível regulamentar a educação domiciliar e melhorar a qualidade desta.