Ensino domiciliar em questão no Brasil

Enviada em 07/10/2019

O ensino além de um direito, é também a base essencial para todo cidadão que convive em sociedade, e o ambiente escolar é o primeiro e principal meio para garantir isso. Atualmente no Brasil, observa-se um crescente interesse de pais que optam em retirar seus filhos das escolas e adotar o ensino domiciliar no lugar. Tal medida traz consequências pois dificulta um ensino diversificado, o convívio da criança com outras pessoas e também afeta a sociedade inteira.

O aumento do interesse pelo ensino domiciliar se justifica, segundo os pais, pela falta de atenção que a criança recebe em sala de aula (por muitas vezes compartilhar o ambiente com muitas pessoas) e pelas queixas de bullying dentro do ambiente escolar. Entretanto, aderir a medidas como retirar os filhos da escola com base nesses argumentos apenas oculta tais problemas, e não os resolvem.

Ademais, além de não resolver os problemas na escola, a adesão ao ensino domiciliar pode prejudicar as crianças por afasta-las do convívio social. O ambiente escolar não só auxilia no ensino teórico, mas atividades como trabalhos em grupos, semanas de integração e discursos em público também preparam os jovens para a vida em sociedade. Somando-se a isso, tal ambiente e tais atividades incentivam os alunos a terem empatia e a respeitarem as diversidades, melhorando a vida em sociedade quando esses passarem a integra-lá de maneira efetiva.

Além disso, visto que no ensino domiciliar os próprios pais podem ministrar o que será ensinado aos filhos, o ensino pode se tornar menos diversificado. Muitos responsáveis carregam ideologias próprias e que não aceitam contestações, logo, os mesmos podem conduzir um ensino único para a criança. Assim, o aluno não teria fácil acesso a ideais diferentes daquele que o foi ensinado.

Dessa forma, constata-se a necessidade de melhorar o ambiente escolar afim de diminuir a adesão ao ensino domiciliar. Para isso, o governo Federal com o auxílio do Ministério da Educação (MEC) deve auxiliar no incentivo a formação de professores nas universidades, afim de que ocorra um aumento no número de professores em salas de aula para conseguir atender melhor os alunos. Outra medida é o MEC adotar uma fiscalização e avaliação mais rígida do conteúdo ministrado no ensino domiciliar, para evitar assim um ensino ineficiente aos alunos que já estão aderidos a essa forma de ensino. Assim, garantindo uma educação efetiva e diversificada, pode-se construir cidadãos melhores e por consequência, uma sociedade melhor.