Ensino domiciliar em questão no Brasil
Enviada em 09/10/2019
Funcionando conforme a primeira lei de Newton, a lei da inércia, a qual afirma que o corpo tende a permanecer em seu movimento até que uma força suficiente atue sobre ele mudando-o de percurso, o ensino domiciliar é um problema que persiste na sociedade brasileira há algum tempo. Com Isso, em vez de funcionar como a força suficientemente capaz de mudar o percurso deste problema, da permanência para a extinção, os mecanismos de combate, aliados à razão estrutural acabam por contribuir com o cenário atual.
Primeiramente, é possível perceber, preocupantemente, que essa circunstância deve-se a questões político-estruturais. De acordo com estimativas, atualmente, cerca de 5 mil crianças recebem o ensino domiciliar, sem comprovação acerca da sua qualidade. Esse dado evidencia a baixa eficiência de mecanismos de combate que promovam a diminuição da ocorrência desse problema, tais como o Ministério da Justiça e a Lei anti preconceito. Diante disso, é notório que a existência desses meios é de suma importância, mas suas ações não estão sendo satisfatórias para melhorar os índices alarmantes dessa problemática.
Além disso, é cabível afirmar que essa situação, extremamente nociva, acontece devido à razão estrutural que é o Fato Social. Segundo Durkheim, o Fato Social é uma maneira coletiva de agir e pensar, dotada de exterioridade, coletividade e coercitividade. Ao seguir essa linha de pensamento, observa -se que a lenta mudança na mentalidade de parte da sociedade, sobre a importância da socialização e da convivência com a pluralidades proporcionalizadas pela escola, pode ser encaixada na teoria do sociólogo, uma vez que, se uma criança vive em uma família com esse comportamento, tende a adotá-lo ,também, por conta da vivência em grupo. Assim, o combate a esse problema deve começar tentando fazer com que os jovens não adotem essa maneira de agir e pensar de seus familiares, para isso é fundamental o trabalho da escola.
Infere -se, portanto, que ações conjuntas do governo e da sociedade são necessárias para a realização da mudança de percurso desse problema. Nesse sentido, com o propósito de romper a persistência da maneira de agir e pensar, a qual gera o problema, é essencial que o Ministério da Educação e Cultura juntamente com a sociedade desperte um senso crítico nos jovens sobre tal questão, a começar por palestras educativas que retratem a importância da socialização e do contato com as pluralidades oferecidos pelo ambiente escolar, e também por intermédio da implementação nos livros didáticos das diversas áreas, à conscientização das consequências que podem ser geradas no meio social pelo ensino domiciliar. Assim sendo, podemos retirar da inércia o corpo social brasileiro.