Ensino domiciliar em questão no Brasil
Enviada em 19/10/2019
O sociólogo Immanuel Kant dizia que ‘‘o homem é aquilo que a educação faz dele’’. Nesse sentido, segundo tal pensamento, mudanças no processo educacional são benéficas quando bem executadas, mas podem ser nocivas caso não sejam feitas da forma correta. Isso trás a tona o termo ‘‘homeschooling’’ que, para o português, é o termo usado para referir-se a educação domiciliar. Esta, enfrenta algumas barreiras para que seja viabilizada, mas pode ser benéfica para a formação do indivíduo.
Em princípio, é válido ressaltar a necessidade de pais escolherem a formação pedagógica de seus filhos. Nesse sentido, o homeschooling aos poucos ganha favoritismo, já que, além de outras coisas, permite que os pais moldem o caráter educacional dos filhos. Isso é evidenciado pelo Jornal da Cultura, que aponta a escolha de mais de 2 mil pais, atualmente, no Brasil, pelo processo de educação domiciliar. Entretanto, para o sucesso da educação longe das escolas, é necessário que a socialização dos alunos não seja afetada.
Tendo isso em vista, é necessário mencionar que existem outras formas de socialização além dos colégios. Essa perspectiva é defendida pela atual ministra do governo Damares Alves, que defende que crianças sejam educadas de forma domiciliar, mas que pratiquem esportes em grupos ou frequentem escolas de idiomas. Essa conduta favorece o modelo pedagógico proposto e visa impedir eventuais danos aos alunos.
É necessário, portanto, superar as barreiras que o ensino domiciliar enfrenta. Para tanto, é necessário que o Ministério de Educação auxilie e monitore o bom planejamento desta modalidade. Isso deve ser feito por meio de cursos preparatórios para os pais responsáveis e avaliações anuais para os filhos que sejam educados em casa. Isso viabilizará o sucesso desta modalidade e impedirá que pais que não sejam capazes prejudiquem seus filhos.