Ensino domiciliar em questão no Brasil

Enviada em 22/10/2019

É notório que as relações mundiais sofreram mudanças radicais ao longo das últimas décadas, influenciando diretamente no método de ensino em voga. A possibilidade do ensino a distância no Brasil, embora ocasione um estreitamento nos laços familiares, pode retardar o desenvolvimento social do indivíduo e condená-lo a uma bolha social, causando danos irreversíveis à sua formação e desenvolvimento ideológico. Dessa forma, a educação domiciliar deve ser acompanhada, entre outras coisas, de métodos de inclusão social.

É indispensável mencionar, primeiramente, que com o ensino domiciliar, existe um consequente estreitamento dos laços familiares. Isso porque a rotina educacional do jovem ganha um cenário em comum com sua família, que é sua própria casa. Dessa forma, é possível que pais acompanhem o desenvolvimento intelectual de seu filho e, consequentemente, haja uma aproximação entre eles.

Em segunda instância, entretanto, retirar o estudante da escola física e tradicional pode dificultar seu desenvolvimento social. Isso porque, além do papel de formação ideológica do estudante, a instituição escolar introduz a criança a uma interação social. Privar um indivíduo dessa interação o restringe a uma bolha social que o impossibilita de flexibilizar seus gostos e ideais, interferindo diretamente em sua formação. Dessa forma, a substituição do modelo tradicional de educação é uma escolha árdua.

Portanto, tendo em vista que a atuação fundamental das escolas na formação social do indivíduo é indispensável, prevê-se maneiras de socialização que se aproximam do papel dessas instituições. O Governo Federal, a partir do poder Legislativo, deve redigir uma lei que determine que o estudante domiciliar participe de, pelo menos, uma atividade extracurricular que garanta sua interação com indivíduos sem grau de parentesco. Dessa forma, esse estudante não estará condenado à uma bolha social.