Ensino domiciliar em questão no Brasil

Enviada em 24/10/2019

No documentário sobre a vida de Charles Darwin “A Origem das Espécies e a Seleção Natural”, é dito que o conhecido biólogo enfrentava problemas com a escola, e seu interesse por biologia só veio pela curiosidade e autodidatismo. Assim como Darwin, diversos alunos brasileiros enfrentam o problema de não se adequarem ao sistema educacional atual, seja por desenvolverem problemas nesse sistema ou pela massificação do método de ensino, que impede o desenvolvimento de um sistema político saudável. A fim de solucionar estes problemas, torna-se necessário destacar como o ensino domiciliar pode resolvê-los.

A priori, é válido destacar que a educação dada em casa evita o desenvolvimento de doenças psicológicas, as quais poderiam surgir na escola. Segundo um estudo realizado pelo Programa de Avaliação Internacional de Estudantes (Pisa), em 2017, 56% dos estudantes brasileiros entrevistados apresentaram sinais de ansiedade. Ao fugir da pressão criada por provas e do bullying quase que intrínseco às escolas atuais, o aluno praticante do ensino domiciliar fica menos propenso a desenvolver tais problemas psíquicos ou sociais.

Outrossim, vale destacar que o “homeschooling” estimula o debate político e o cultivo de uma democracia saudável. Com uma educação descentralizada, cada família dará um ensino diferente para seus filhos, ou seja, cada criança terá ideias e conhecimentos diferentes. Estas diferentes formações ajudarão a formar uma boa democracia, pois, como define o filósofo alemão Habermas, a verdadeira democracia é atingida com o confronto de ideias, que ocorre quando pessoas diferentes dialogam, seja pela internet ou por meios políticos tradicionais.

Portanto, com a finalidade de melhorar o ensino do Brasil, o Ministério da Educação deve liberar a prática do ensino domiciliar, mas de forma gradual, com a finalidade de evidenciar empiricamente os benefícios trazidos por este modelo educacional. Dessa forma, será possível aumentar a variabilidade no conhecimento dos jovens brasileiros e fomentar a dialética na sociedade, além de diminuir os impactos psicológicos em alunos.