Ensino domiciliar em questão no Brasil

Enviada em 28/10/2019

Em 2018, segundo a Associação nacional de educação domiciliar mais de 15 mil estudantes estão recebendo esse tipo de ensino no Brasil. Nesse âmbito cresce o numero de adeptos, dentre os motivos alegados pelas famílias pode-se citar o ambiente escolar que favorece a prática do bullyng e a grande insatisfação com o ensino oferecido. Desse modo, torna-se necessário o debate acerca dessa temática.

Inicialmente, é preciso compreender que a homescholling é presente e legal em mais de 60 países pelo mundo. Segundo, o canal de informações jovem pan news, nos Estados Unidos já existem 2 milhões de pessoas que abandonaram a escola pelo domicílio. Nesse contexto, pais brasileiros estão privilegiando esse modelo, dentre as razões destacadas estão não só a presença de jovens que incitam práticas como bullyng, ferindo o desenvolvimento psicoemocional de outros, mas também o meio que favorece a utilização de alucinógenos. A atmosfera escolar é tóxica, é direito dos pais optar pelo que eles consideram ser o melhor para seus filhos. Logo, é preciso providenciar uma regulamentação para esse modelo de ensino.

Sobe essa óptica, convém salientar que cresce silenciosamente essa prática no território nacional. Atualmente, de acordo com dados do portão de notícias G1, ja são mais de 7 mil famílias, algumas criticam o ensino ofertado pelas escolas, eles afirmam que numa sala com 30 alunos é difícil identificar e priorizar aqueles com dificuldade, isso causa déficit de aprendizado. Entretanto, é complicado replicar uma escola como a Happy Code, que possui mais de 85 unidades no país e oferece aulas com programação de robótica. Apesar das escolas serem defasadas, elas fazem com que o aluno lide com ambientes multiculturais e trabalhem colaborativamente. Assim, é imprescindível que haja  um conteúdo especificado para as famílias.

Por fim, são necessárias medidas capazes de gerenciar essa problemática. Isso pode ser feito pelo Ministério da Educação, por meio de avaliações regulares de aprendizagem dos alunos que são educados a domicílio, a fim de garantir autenticidade dos conteúdos ministrados, além disso é preciso a criação de uma cartilha que oriente os pais e contenha os tópicos programáticos. Espera-se, com isso, garantir as liberdades de escolha e regulamentar o processo educacional.