Ensino domiciliar em questão no Brasil

Enviada em 30/10/2019

Um dos inúmeros deveres do Estado, atribuídos pela Constituição Federal de 1988, é oferecer uma educação pública e de qualidade a todos. Entretanto, a inabilidade do governo em cumprir sua função social estimula o debate acerca da educação domiciliar no Brasil. Assim, têm -se como principais causas dessa situação a insatisfação com o ensino tradicional como também uma maior flexibilidade no processo de ensino.

Nessa perspectiva, o descontentamento com o ensino regular decorre das deficiências presentes no mesmo, haja vista que a escassa qualidade limita o desenvolvimento educacional do estudante, como também seu preparo para o mundo do trabalho. Esse cenário marcado por defasagens impede a construção plena do conhecimento, o que, segundo Jonh Locke, não é algo inato, mas sim fruto exclusivo das experiências vivenciadas pelo indivíduo. Logo, diante da ineficiência educacional no cumprimento de seus deveres, a descrença no sistema torna-se constante, posto o comprometimento do futuro dos educandos.

Paralelo a isso há também a maior liberdade no processo de ensino como fator relevante na construção dessa conjuntura. De acordo com Gabriel Tarde, a sociedade não passa de uma repetição excessiva de hábitos , costumes e práticas. À vista de tal preceito, a manutenção do método habitual de ensino nas instituições escolares, impede que haja uma maior dedicação as dificuldades individuais de cada estudante, visto que o processo de construção do conhecimento não é algo homogêneo, tendo cada indivíduo seu próprio ritmo de aprendizagem. Assim, a adoção da educação domiciliar permite uma maior flexibilidade na forma de instrução, adequando-se as limitações existentes.