Ensino domiciliar em questão no Brasil

Enviada em 31/10/2019

No Brasil hodierno, apesar do crescente esforço no sentido de oficializar o ensino domiciliar como modalidade legal e reconhecida pelo Governo, ainda é bastante incipiente a colaboração nacional em se tratando de investir e fiscalizar os optantes por esse gênero, bem como assistir de modo efetivo a esses estudantes. Diante disso, urge que medidas mais engajadas por parte do poder público e das instituições formadoras de opinião sejam tomadas, com o fito de atenuar os efeitos desse panorama.

Com efeito, a ascensão de novas modalidades de ensino é uma pauta crescente no convívio social brasileiro, a exemplo disso destaca-se a adesão do ensino superior a distância (EAD) e também a utilização de plataformas online, que facilitam o acesso a conteúdos educativos por uma parcela significativa da população. Entretanto, na tocante à educação básica, o Brasil ainda permanece em análise sobre tais mudanças, pois classifica por meio de políticas públicas oficiais como dever do cidadão frequentar a escolas e dever do Estado, segundo proposto pela Carta Magna, determinar a necessidade do magistério como delegação exclusiva dos colégios. Diante do exposto, tal postura vai de encontro à premissa de Monteiro Lobato, o qual defende que “um país se faz com homens e livros”, sem que careça do intermédio inicial de uma instituição formal. Para tanto, é fundamental que o Governo Federal atue de modo mais arrojado nesse projeto, visando aplicar exames individuais e disponibilizar materiais didáticos referente a condição do aluno.

No que se refere a essa problemática, o papel da família deixa de ser coadjuvante e torna-se imprescindível para que se obtenha exito na formação primária desses infantes. Outrossim, essa condição é retratada pela escritora R. J. Palacio, em sua obra Extraordinário, sob a temática dos pais lecionarem aos filhos o conteúdo programático sugerido nas escolas de forma prática e eficaz, até que os mesmo ingressem nessas instituições. Todavia, é mister para que essa prerrogativa seja creditada, que as famílias, em conjunto com órgãos superiores, respectivamente, obtenham conhecimento sobre como abordar o conteúdo de modo mais didático, além de que se apliquem exames niveladores aos estudantes de modo regular.

Portanto, faz-se necessário que o poder público, ao oficializar a optativa de ensino residencial, atue de maneira mais arrojada em prol de garantir o conhecimento escolar do tutor e ao ofertamento de cursos voltados ao melhor modo de instruir desses estudantes, bem como fiscalizar a entrega do material necessário. Não obstante, o seio familiar é fundamental na organização da rotina estudantil do favorecido, oferecendo um ambiente favorável ao aprendizado, exigindo a disciplina necessária e ao comprometendo-se em alfabetizá-los dentro do prazo previsto para o ingresso nas escolas.