Ensino domiciliar em questão no Brasil
Enviada em 11/03/2020
É indiscutível a importância da educação para um país e seu desenvolvimento. Devida a relevância dessa área, se faz primordial debater e acompanhar as modificações que ela sofre. Assim, urge a necessidade de analisar o ensino domiciliar no Brasil, que, apesar de dividir opiniões, precisa ser respeitado.
A escritora Helen Keller afirmou que “o resultado mais sublime da educação é a tolerância”. Essa máxima vai de encontro ao comportamento intolerante adotado por quem se diz contrário ao ensino domiciliar sem procurar entender o processo. Tendo em vista que a escola não é o único meio de socialização para um individuo - muitas vezes se mostrando como ambiente de violência e exclusão, como nos casos de bullying - o homeschooling se torna uma opção viável que precisa ser considerada e inserida no contexto educacional brasileiro.
Em segundo plano, é preciso deliberar sobre o papel do professor nessa nova modalidade. É indubitável que haja a preocupação da obsolescência desse profissional, uma vez que os país desempenham tal papel nesse novo modelo de educação. Contudo, a inclusão dos professores no novo modelo educacional é apenas uma das várias outras adaptações que o sistema educacional deve realizar a fim de integrar o ensino domiciliar ao modelo já vigente, se tornando, assim, um desafio e não um empecilho.
Exposto isso, é de suprema necessidade achar meios de superar todas as dificuldades que se apresentam para o ensino domiciliar. Em primeiro lugar cabe ao Ministério da Educação tornar essa realidade mais tangível e respeitada através de propagandas nos meios de comunicação que quebrem tabus e expliquem que essa modalidade se apresenta cada vez mais forte e crescente. Também cabe ao Ministério da Educação promover um remanejamento dos papel do professor, através de cursos aos pais, para que, ao invés de educarem diretamente as crianças, ensinarem aos pais, a fim de que esses pudessem desenvolver o ensino domiciliar com excelência.