Ensino domiciliar em questão no Brasil
Enviada em 12/05/2020
Apesar da Constituição Federal de 1988 considerar a educação como um direito de todos e dever do Estado, é notório que não há a execução efetiva dessa medida. No âmbito familiar brasileiro, muitos responsáveis encontram-se insatisfeitos com os métodos educativos lecionados nas escolas e buscam a legalização do ensino domiciliar, a fim de obterem melhores resultados pedagógicos dos discentes. Tal estratégia educacional privaria a socialização dos estudantes nas escolas e revela a baixa ação estatal no âmbito educativo.
Cabe mencionar, em primeiro plano, que o ensino domiciliar limita as interações sociais dos discentes, devido ao pouco contato com pessoas da mesma faixa etária de idade e, consequentemente, afeta a estabilidade social dos mesmos. Segundo a Lei de Diretrizes e Bases, o ensino deve ser ministrado com suporte no vínculo entre educação colegial, práticas sociais e trabalho, ou seja, as escolas são fundamentais na formação do caráter dos indivíduos, visto que promove a interação de alunos com diferentes ideais, além de estimular o senso crítico. Portanto, é de suma importância a integração dos estudantes nos domínios escolares, a fim de fortalecer seus relacionamentos sociais.
Deve-se analisar, em segundo plano, que a preferência dos responsáveis em adotar o ensino domiciliar deve-se a má estratégia educacional proposta pelo Estado e, por conseguinte, seus resultados são inferiores ao esperado. Segundo o educador Paulo Freire, é fundamental diminuir a distância entre o que se diz e o que se faz, ou seja, as promessas governamentais devem ser postas em prática, porém a corrupção impede a ação efetiva dos projetos estatais e, por consequência, a educação é afetada de modo que muitas propostas educacionais não sejam realizadas e o método de ensino nacional seja falho, devido a tal problemática muitos responsáveis optam pelo ensino domiciliar.
Em suma, é necessário que medidas sejam tomadas a fim de melhorar a educação nos institutos de ensino. Portanto, cabe ao Ministério da Educação, por meio de verbas, elaborar novos métodos de ensino e avaliação, a fim formar cidadãos instruídos e capacitados para o mercado de trabalho. Ademais, as escolas em geral devem, por meio de debates e projetos, promover a socialização dos indivíduos entre si, para que sejam formadores das próprias opiniões com base no respeito ao próximo e tenham boas relações sociais.