Ensino domiciliar em questão no Brasil

Enviada em 12/05/2020

Immanuel Kant, renomado filósofo, já afirmava: “O homem é aquilo que a educação faz dele”. Tal afirmação parece evidenciar-se, principalmente ao olharmos um sistema de educação subvalorizado, precarizado, antiquado e pouco saudável, gerando cidadãos cada vez mais desinformados e analfabetos. Nesse sentido, uma educação tradicional, dentro de quatro paredes de concreto, tem demonstrado-se cada vez mais retrograda em contraposição aos novos métodos de ensino mais eficazes e de melhores resultados. Portanto, a educação domiciliar deve ser promovida como forma de educação alternativa ao vigente, mais eficaz e interessante.

A priori, a educação domiciliar tem se tornado um caminho saudável para uma educação confinada à quatro paredes. Posto isso, a escritora norte-americana Ellen G. White, defendia que a educação domiciliar deveria ser administrada durante a infância até a idade de 10 anos, como forma de garantir um aprendizado mais amplo, em um ambiente mais livre, pessoal e didático. Uma vez que, segundo dados da ANED (Agência Nacional de Ensino Domiciliar) a aprovação dos praticantes de Homeschooling em exames do INEP é de 100%, tal modalidade de ensino surge como uma boa alternativo frente aos altos índices de analfabetismo funcional (30%). Portanto, a educação doméstica deve ser regularizada por órgãos competentes como um caminho para a boa formação acadêmica.

No entanto, apesar de apresentarem altos índices de alienação, a educação domiciliar pode apresentar um grande perigo: a alienação social. O filme de comédia “Senhor Fantástico” satiriza a ideia de educação domiciliar ao apresentarem os filhos do protagonista, Ben Cash, como superdotados, porém, alienados do convívio em sociedade. Tal risco pode apresentar-se como uma contraindicação ao ensino domiciliar, assim como afirma Telma Vinha, professora da Faculdade de Educação da Unicamp. Logo, é necessário aliar o ensino domiciliar com o convívio social saudável.

Dessarte, se torna essencial propor um novo sistema, que ao mesmo tempo que atenda as necessidades cognitivas do indivíduo, atenda as psicológicas. É papel do Congresso Nacional regularizar a Educação domiciliar, por meio de PEC ou projeto de lei, com o intuito de garantir uma alternativa de qualidade à educação e permitir um ensino de maior qualidade, promovendo assim, acesso mais amplo ao aprendizado. De igual modo, cabe à família responsabilizar-se e garantir o convívio social do aluno, por meio da inscrição do aluno em atividades curriculares que devem ser disponibilizadas pelo estado, tais como esportes, cursos e até aulas presenciais, como forma de promover o convívio social saudável. Dessa forma, o acesso à educação em todos os seus aspectos, deve  continuar sendo apoiado e promovido