Ensino domiciliar em questão no Brasil
Enviada em 12/05/2020
O método “home schooling” ou educação familiar consiste na formação
intelectual de um indivíduo, a instrução como o próprio nome fala é feita em casa com à ajuda dos pais ou de profissionais contratados por esses. Entretanto, essa maneira de ensino, a qual já é legalizada em países como os Estados Unidos e o Paraguai, conduz a importantes debates acerca de questões como a possível limitação no desenvolvimento social, assim como a possibilidade de idealização de novas abordagens do conteúdo programático.
Primeiramente, infere-se analisar que em função de existir uma elevada taxa de indivíduos analfabetos no país, os filhos na maioria das vezes não contam com o auxílio dos pais no que concerne ao ensino. Dados apresentados pela Associação Educacional Brasileira mostram que cerca de 7.500 famílias optam por educar os filhos em casa, tais números refletem a efetividade amena que os pais têm em acompanhar o desenvolvimeto educacional dos filhos. Segundo Kant “o homem é aquilo que a Educação faz dele”, o filósofo defende a intuição que o cidadão deve ter ao frequentar a instituição educacional seja em seu lar ou na localidade institucional de aprendizagem.
Em segunda análise, presencia-se um forte poder de influência imposta pela modernização tecnológica, analogamente, a internet é um fator fundamental para que os estudantes possam buscar recursos diversos a fim de intensificar o aprendizado. Entretanto, depreende-se que a maioria dos indivíduos não possuem recursos tecnológicos para implementarem ensino a distância. Outossim, em meio a crise financeira, as classes sociais se divergem em diversos aspectos sejam eles educacionais, informacionais ou socioeconômicos, em que os “ricos” ultrapassam os indivíduos de baixa renda, no que concerne a tais aspectos.
Portanto, para que haja a possibilidade de adoção ao método da educação familiar e minimizem-se os danos é necessário a existência de uma regulamentação outorgada pelo Governo Federal, que preveja, ateste e comprove por meio de termos assinados pelos pais as condições domiciliares para o processo. Além das condições dos genitores de envolverem-se nele. E, com a contribuição do Ministério da Educação a realização de provas que comprovem o domínio dos conteúdos básicos e intervenção em caso de reprovação, a fim de que a educação se torne cada vez mais democrática.