Ensino domiciliar em questão no Brasil

Enviada em 13/05/2020

Com a Pandemia de Coronavírus de 2020, que causou uma quarentena a nível mundial, o Estado se viu obrigado a aderir de maneira emergencial o Ensino domiciliar, afinal, com crianças e adolescentes em casa, muitos perderiam seu ano letivo. Porém, segundo a Organização das Nações Unidas , o Brasil é o sétimo país mais desigual do mundo e tem uma maior concentração de renda, logo, o Ensino domiciliar é um privilégio de famílias de alta renda, que podem pagar recursos para uma educação em casa.

Em primeira análise, vale salientar que o Brasil tem mais de 11 milhões de adolescentes analfabetos, e desse número, mais de 99% tem baixa renda e/ou é aluno de escola pública, como mostra os dados  da Unesco e do IBGE. Isso deixa explícito que o país enfrenta uma crise no Ensino Público e é discrepante no acesso a educação. Além disso, a didática familiar requer recursos e atenção que não condiz com a realidade de todos os brasileiros, afinal, muitas famílias não tem acesso a internet e a materiais de estudos, dificultando o aprendizado de forma correta.

Ademais, dos 35,8 milhões de alunos do ensino fundamental, 32,4 estudam em escola pública (90,5%), de acordo com o INEP. Então, a maioria das crianças do Brasil tem sua educação condicionada as circunstâncias do Estado, que não possui um plano de Ensino domiciliar que seja viável para toda população. Dessa forma, os alunos de baixa renda receberiam um Ensino a Distância em nível péssimo, dificultando o acesso ao emprego e as universidades.

Dado o exposto, é mister que haja políticas públicas para mitigar essa problemática. Cabe Estado, junto ao Ministério da Educação melhorar o  investimento no Ensino público. Por meio da contratação de mais professores e profissionais qualificados, elevar o nível das escola públicas do país no ensino presencial. Somente elevando a qualidade das escolas públicas, poderá ser feito um plano para a implantação do Ensino domiciliar, que posteriormente pode ter uma plataforma online dentro do MEC, com aulas ao vivo e material gratuito para todos os brasileiros.