Ensino domiciliar em questão no Brasil

Enviada em 26/05/2020

A questão do ensino domiciliar no Brasil insere-se no contexto atual como um problema sociocultural. Isso é caracterizado por uma prática de ensino e aprendizagem em âmbito domiciliar, sem a necessidade de ir a escola e da ajuda de professores. No entanto, esse sistema é dificilmente efetivo no que se refere a questões como sociabilidade, tolerância e respeito ao próximo. Dessa forma, analisar tal situação torna-se um desafio, visto que se vive uma conjuntura social permeada por diferenças.

A priori, vale ressaltar que, denominado como “homeschooling”, tal prática vem ganhando notoriedade nos Estados Unidos e se ramifica cada vez mais entre outros países. Sendo assim, o Brasil tem feito relações associativas a respeito dessa ideia de ensino domiciliar e vem gerando grande bifurcação entre indivíduos que apoiam e repudiam tal pratica. Nesse sentido, é comum aos pais que apoiam, a garantia de um ensino regular, de acordo com todos os seus parâmetros e que tem como bônus a proteção da violência, da pratica do bullying e de ideais religiosos e morais.

Posteriori, é dever da Constituição de 1988- assegurar a todos a saúde, a dignidade a educação e a segurança. Entretanto, de acordo aos que são contra o homeschooling, é defendido a ideia de que mesmo que coubesse aos pais tais práticas, eles não poderiam exercer devido à falta de formação pedagógica necessária que garantiria seu aprendizado. Ademais, esse método prejudicaria a sociabilidade da criança, assim como aprender e conviver em um mundo permeado por diferenças e mudanças que só são adquiridas com sua ligação diária.

Segundo o renomado filósofo e matemático, Pitágoras, “educai as crianças e não será preciso punir os homens”. Diante da situação, cabe ao Ministério da Educação a análise de pesquisas e dados a respeito desse método em outros países, informando-os sobre suas reações positivas e prejuízos para sociedade. Nesse sentido, é importante averiguar se o país tem recursos como, materiais de pesquisas, pais disponíveis e meios diferentes de sociabilizar para que as crianças não sejam prejudicadas.