Ensino domiciliar em questão no Brasil
Enviada em 04/06/2020
“A essência dos Direitos Humanos é o direito a ter direitos”. Essa frase, da filósofa Hannah Arendt, aponta para a importância dos direitos serem mantidos na sociedade. No entanto, no que concerne ao ensino domiciliar em questão no Brasil, verifica-se uma lacuna na manutenção dos direitos humanos, o que configura um grave problema. Nesse contexto, é preciso que estratégias sejam aplicadas para alterar essa situação, que possui como causas a priorização de interesses financeiros e falta de integração social infantil.
Em primeiro plano, priorizar interesses governamentais caracteriza-se como um complexo dificultador. Nesse âmbito, segundo a Instituição Fundacred, com os recursos do governo, cerca de 10.900 reais por aluno é gastado todo ano. Sob tal ótica, o Governo tem levado a obrigação de sustentar o ensino fundamental com o direito, mas com o ensino domiciliar diminuiria os gastos, aumentando os recursos nos cofres públicos e aumentando os ensinos EAD (Ensino a Distância), que substituiriam a escola, levando em consequência o aumento de analfabetos funcionais e a desvalorização dos educadores.
Além disso, outra dificuldade enfrentada é a questão da falta de integração social. De acordo com o sociólogo Rousseau, não é justo retira-las da sociedade com a desculpa de que os outros venham a corrompê-las. Essa conjuntura influi na situação de que a criança, não tendo uma convivência com outra, será uma pessoa futura com problemas, como depressão, insegurança e individualismo, pois assim é uma pessoa que não tem amigos ou não tem uma vivencia social, o que expõe uma sociedade em condições de maior exclusão e desigualdade.
Em suma, faz-se importante a criação de uma medida capaz de conter avanço do ensino domiciliar em questão no Brasil, na sociedade brasileira. Por isso, a fim de solucionar a priorização de interesses financeiros e falta de integração social infantil, é preciso que o Ministério da Educação com sinergia com a mídia- dadas as duas obrigações referentes ao enfrentamento de óbices com vistas a garantir o bem- estar populacional, propor campanhas publicitarias, por meio de propagandas, com a representação do cotidiano de mães e crianças brasileiras, mostrando que nem sempre tem uma infraestrutura para ensina-las em casa, a fim de mostrar a importância da educação em sala de aula. Assim poder-se-á esperar uma sociedade livre dos impasses gerados pelo ensino domiciliar em questão no Brasil.