Ensino domiciliar em questão no Brasil
Enviada em 04/06/2020
A educação domiciliar é uma forma de ensino que se baseia que o aluno aprenda conteúdos didáticos que seus responsáveis, com apoio de professores ou não, lhe passam. Esta prática está sendo muito utilizada atualmente em diversos países, ainda mais tendo o período de pandemia global. No entanto, no Brasil é um tema que leva a uma grande discussão dentre a população, em razão das dificuldades e obstáculos deste ensino. Primeiramente, vale ressaltar que o ensino em casa pode ser favorável em muitos casos. Nesse aspecto, tal modelo de ensino permite um acompanhamento particular do aluno, assim como pode corrigir as dificuldades específicas, mais que em uma aula presencial. Desse modo, jovens com alguma dificuldade no aprendizado podem ser melhor acompanhadas, além de aproximar pais e filhos e dar mais liberdade aos pais no educar.
Contudo, é visível a necessidade de envolvimento e organização dos pais e dos filhos que adotaram o ensino domiciliar. Isso acontece, pois, diferente dos alunos que frequentam a escola, no EAD, os pais são os totais responsáveis pela elaboração das tarefas e provas, do horário das aulas, do lazer e alimentação. Com isso, evidencia-se que, por estarem em casa, os estudantes podem não conseguir compreender os assuntos devidamente, por não ocorrer a separação do ambiente escolar do ambiente residencial, estando vulneráveis muitas vezes à preguiça gerada pelo conforto do lar, sendo necessária muita responsabilidade para fazer a diferenciação dos horários de estudo e de uso pessoal.
Portanto, o ensino domiciliar brasileiro enfrenta graves barreiras. Assim, para suavizar esta questão, é preciso que o Ministério da Educação haja em prol dos que estão buscando esse modelo de ensino para seus filhos e, juntamente com o governo, regulamentem a prática, dispondo de materiais para auxiliarem as famílias, exigindo uma avaliação periódica dos alunos e criando uma ferramenta que cobre dos pais a qualidade do ensino.