Ensino domiciliar em questão no Brasil

Enviada em 04/06/2020

Os desafios da educação domiciliar

No Brasil, estima- se que cerca de 15 mil crianças e adolescentes estejam realizando homeschooling, ou seja, educação domiciliar. Ela é uma prática que consiste no ensino realizado pelos próprios pais ou responsáveis ao assumirem a responsabilidade direta para a educação dos filhos, realizando o papel do professor.

Muitas famílias optam por esse método de ensino, pois acreditam que será melhor para a educação das crianças, afinal, deste modo, o estudante terá maior flexibilidade de horários, atenção diferenciada, aprendizado para o conhecimento e não apenas para as notas, diminuição de custos, entre outros. Contudo, existem muitas desvantagens, como a ausência de professores qualificados, e ainda, de acordo com Silvia Colello, professora de psicologia da educação da Universidade de São Paulo, essa forma de orientação reduz o nível de socialização do indivíduo, resultando na dificuldade de acesso às diferentes formas de ver o mundo, impedindo que ele consiga viver bem em sociedade.

Em países como Estados Unidos, Áustria, Canadá, Austrália, França, Portugal, Rússia, Itália e Nova Zelândia, o homeschooling é legalizado e bastante comum entre os estudantes. Nestes países, anualmente, é exigida uma avaliação para os alunos, na qual precisam demonstrar seus conhecimentos adquiridos através dos estudos em casa. Porém no Brasil, essa prática havia sido considerada ilegal conforme o STF (Supremo Tribunal Federal) até o fim de 2018. Contudo, segundo o G1, a maioria dos ministros admitiu que a prática poderá se tornar válida se for aprovada uma lei que permita avaliar não só o aprendizado, mas também a socialização do estudante educado em casa.

Sendo assim, é muito importante que pessoas especializadas no assunto, que atuam em secretarias de saúde e de educação, consigam acompanhar regularmente o andamento desses estudantes, tanto na qualidade do aprendizado quanto na saúde emocional. Outra possibilidade, seria o Ministério da Educação estabelecer leis ou desenvolver aplicativos e plataformas digitais que determinem os procedimentos a serem seguidos pelos responsáveis, garantindo o bem estar dos estudantes que optaram por esse método de estudo.