Ensino domiciliar em questão no Brasil

Enviada em 15/06/2020

Contemporaneamente,o ensino domiciliar tem se tornado pauta de discussões no Brasil, apesar de sua irregularidade a prática ainda se faz presente em famílias brasileiras, segundo a Aned (Associação Nacional da Educação Domiciliar) a soma de alunos que estudam em casa aproxima-se de 7500. Porém, existem desvantagens em sua aplicação, ora pela abstenção da socialização da criança, ora pela dificuldade de identificação do abuso e maus tratos, geralmente detectado nas escolas. Logo, remediar tal problemática se faz imprescindível.

Pode-se compreender de início, que a educação domiciliar não é uma invenção atual sua prática esteve presente no período colonial se estendendo até o crescimento da sociedade e o aparecimento da primeira instituição de ensino. Porém, muitos pais em discordância aos métodos de ensino, ou até por uma questões religiosas, optam na educação em casa, resultando no distanciamento do aluno da organização da sociedade, de crianças de sua faixa etária e até figuras importantes de superioridade e respeito como os professores. A falta de socialização acarreta sérios problemas na formação do individuo, pois segundo Aristóteles, o ser humano é um ser social por natureza e seu contato com os outros é uma necessidade arcaica e irrefutável. Por consequência a educação domiciliar também chamada de “homeschooling” afeta o pleno desenvolvimento do cidadão envolvido.

Deve-se ressaltar, além disso, que a privação da escola dificulta por parte da assistência social a identificação de abusos e maus tratos, que em grande parte é causado pelos próprios familiares. Exemplifica-se tal problemática no livro “A menina da montanha” de Tara Westover, a escritora e protagonista relata sua experiencia com a privação da escola e suas consequências em sua vida , sendo uma delas o abuso psicológico. Tornando-se esse só mais um dos milhares de relatos referentes ao caso. Consequentemente, uma prática que deveria ser favoravel acaba se tornando cáotica para algumas crianças.

Torna-se claro portanto, a urgência de caminhos para a total desaparição da educação domiciliar. Faz-se fundamental que o governo juntamente com a mídia, formadora de opiniões em massa, elaborem campanhas, por meio da internet e suas redes sociais, salientando as desvantagens da prática do “homeschooling” , sendo uma delas a abstenção da socialização, com o intuito de expor seus malefícios aos pais. Ademais, cabe ao Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) o auxílio presencial às crianças submetidas à educação domiciliar, através de apoio e assistência psicológica, a fim de enfatizar os direitos determinados pelo Estatuo da Criança e do Adolescente. Com esse intercâmbio de medidas o Brasil alcançará o êxito na educação e formação dos futuros e atuais alunos.