Ensino domiciliar em questão no Brasil

Enviada em 15/06/2020

O filme " Capitão Fantástico" narra a história de uma família que vive longe da civilização, e com isso, o pai educa por conta própria, os seus filhos. Fora da ficção, tal realidade se faz presente no hodierno brasileiro, uma vez que a educação domiciliar tem se tornado uma escolha cada vez mais frequente, seja pelo bullying recorrente no ambiente escolar, seja pela qualidade questionável de ensino nas escolas. Desse modo, medidas são necessárias para reverter esse impasse.

Em primeira análise, é válido ressaltar o bullying presente nas escolas como catalisador dessa problemática. Isso porque, a preocupação dos pais como a agressão entre os colegas de classe, seja verbal ou não verbal, prejudique a saúde mental do aluno, faz com que estes optem pelo estudo dos filhos em casa. Segundo a ONU, pelo menos metade das crianças e jovens já sofreram algum tipo de bullying. Esse dado expõe um cenário caótico e que podem trazer traumas ao longo da vida dos estudantes.

Outro fator contribuinte é a qualidade de ensino nas escolas. Isso porque os alunos padecem com a falta de professores e estrutura escolar, de modo que os jovens se desinteressem pela escola, o que contribui, até mesmo, para a evasão escolar. Segundo Imannuel Kant “O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele”. Assim como Kant, boa parcela dos indivíduos valorizam a educação e por isso escolhem o lar como local de aprendizagem dos filhos.

Depreende-se, portanto, que a educação domiciliar está em pauta no Brasil por conta do ensino público precário. Para tanto, cabe ao Ministério da Educação melhorar as condições de ensino nas escolas, por meio do envio de verbas para a compra de materiais didáticos, reforma dos prédios escolares e a contratação de mais professores, de modo a ofertar um ensino gratuito e de confiança, para que a educação domiciliar deixe de ser uma opção. Ademais, cabe a diretoria escolar atenuar os problemas com o bullying, de modo a buscar a origem do problema, como ter conversas individuais com os alunos e oferecer apoio para que eles se abram, para que assim as práticas deixem de ocorrer. Desse modo, obter-se-á um cenário agradável para todos os que representam o futuro da nação.