Ensino domiciliar em questão no Brasil
Enviada em 10/07/2020
O ensino domiciliar em questão no Brasil
Indubitavelmente, a educação é um assunto muito delicado a se discutir, visto que é durante essa fase que a criança e o adolescente vão se preparar para o futuro. O método de ensino convencional é o mais conhecido, que ocorre por meio das instituições de ensino. Recentemente, durante o mandato do Presidente Jair Bolsonaro, entrou em discussão no STF a regulamentação do ensino domiciliar, que diz respeito a educação da criança ser de responsabilidade exclusiva dos pais, portanto, ela não frequentaria a escola. Todavia, fatores como a socialização do estudante e como a falta dela afetaria seu futuro precisam ser consideradas.
Antes de tudo, percebe-se que não seria possível o convívio entre os alunos, tendo em mente que eles estudariam cada um em sua casa. O site Barcelona Superfícies afirma que a socialização na escola também é uma forma de aprendizado, dessa forma, fica explícito que o convívio social entre os estudantes é fundamental para o desenvolvimento de relações afetivas e noções básicas de respeito e empatia para com os outros. Quando eles não o praticam, as consequências podem ser graves e o estudante pode ser prejudicado futuramente, como é exemplificado no drama sul-coreano “It’s Okay not to be okay” disponível na plataforma Netflix. Na ficção, a personagem Moon-Young sofre por sido mantida longe de outras crianças durante o período de aprendizagem na infância, e consequentemente, ela não sabe como se relacionar com as pessoas na vida adulta, tendo dificuldades tanto na vida social como na profissional.
Desse modo, torna-se evidente a necessidade de uma intervenção do Estado, que juntamente com o Ministério da Educação e profissionais da área, podem promover atividades recreativas e pedagógicas, visando o desenvolvimento de relações sociais entre as crianças. Essas atividades devem ocorrer em locais públicos, como praças e quadras de esporte, sendo realizadas em pequenos grupos, e em horários diurnos para que as crianças estejam em segurança. Com isso, elas estão utilizando essa nova forma de ensino, mas sem perder a chance de interagir umas com as outras.