Ensino domiciliar em questão no Brasil
Enviada em 10/07/2020
Ensino domiciliar em questão no Brasil
Ensino domiciliar, como o próprio nome já diz, acontece quando o indivíduo, ao invés de ir para a escola, tem todo o seu ensino à domicílio, ou seja, em casa. Ele é viável quando o aluno tem bons professores particulares e dedicação para aprender, mas geralmente isso não acontece, se juntando com uma série de fatores negativos.
As causas que levam alguém a estudar em casa decorrem, geralmente, da dificuldade em ter relações intersociais por parte do indivíduo, fazendo-o, em casos mais graves, sofrer bullying e optando por esse método. Nesses casos, os pais devem ter condições para contratar professores realmente capacitados e didáticos, para aprendizagem igualitária a das escolas.
Entretanto, o ensino domiciliar, mesmo sendo viável, faz com que os pais não tenham tempo para realizar outras atividades necessárias e dificulta a socialização da criança, pois ela não faz amigos e não cria vínculos com ninguém além de sua família e professores. Esse fato pode ser prejudicial, visto que, no futuro, o adulto terá mais dificuldade em se relacionar no meio de trabalho e com as pessoas no geral.
De acordo com o Blog Gilberto Godoy, de Psicologia, Saúde e Cultura, uma desvantagem muito defendida pelos críticos da escola doméstica é essa falta de socialização. Porém, o problema mais comum que atinge mais de 90% dos pais que optaram por educar seus filhos em casa, é a falta de tempo e de oportunidades para limpar a casa e colocar as coisas em ordem, afinal, as crianças passam mais tempo no ambiente.
No entanto, a prática de home school é cada vez mais praticada, de acordo com o National Center for Education Statistics, localizado nos Estados Unidos, que diz que mais de 1,5 milhão de crianças e adolescentes aderiram a esse método, e 2,9% das crianças em fase escolar não frequentam mais salas de aula tradicionais.
Com isso, pode-se concluir que o ensino domiciliar é possível, se for praticado de maneira responsável, mas ele não se compara ao ensino presencial, pelo fato de que vínculos sociais não são criados na frequência necessária. Por esse motivo, é viável a realização de um projeto de lei pelo Ministério da Educação, entregue à câmara dos deputados, incentivando os pais a colocarem seus filhos na escola, ou, se escolherem o ensino domiciliar, a socialização do aluno perante outras pessoas. Com essa medida, espera-se ter uma sociedade com jovens mais conscientes e sociáveis, com suas próprias críticas e opiniões.