Ensino domiciliar em questão no Brasil
Enviada em 10/07/2020
ENSINO DOMICILIAR EM REGIÕES PERIFÉRICAS
Em consequência da pandemia, muitos estudantes tiveram de deixar as salas de aula. Para muitos da rede de escolas privadas, o ensino a distância têm sido uma problemática por não terem um aprendizado tão bom quanto teriam presencialmente, mesmo tendo o privilégio de terem aulas online e acesso a livros didáticos. Porém, para aqueles que vão para escola muitas vezes para fazerem as suas refeições diárias, ou para fugirem de suas realidades precárias, as dificuldades são outras. E essas situações se encontram nas regiões periféricas do Brasil.
A exclusão digital e a falta de um espaço adequado para estudo são apenas duas delas. Segundo o IBGE, em 2018, quase 46 milhões de brasileiros ainda não tinham acesso a internet, este número corresponde a 25,3% da população com 10 ou mais anos de idade.
Conclui-se então que todos esses brasileiros não têm acessibilidade à plataformas de estudo, como youtube e cursos onlines gratuitos. Além disso, em uma manchete na Folha de São Paulo, foi apontado o fato de que nas regiões periféricas os cômodos das casas são compartilhados por muitas pessoas, assim, o jovem além de ser excluído das plataformas digitais, não têm um lugar adequado de estudo.
Em suma, para que essa problemática seja minimizada, o governo poderia agir com um programa a favor da acessibilidade digital desses jovens periféricos. Disponibilizando gratuitamente instalações de redes de internet nessas regiões. Além disso, junto com os professores das escolas, os mesmos poderiam criar uma plataforma de estudos, com o cronograma de conteúdos, aulas online e monitorias para os alunos tirarem suas dúvidas. A educação é essencial para que o Brasil cresça e se desenvolva. E enquanto esses jovens não forem incluídos numa educação de qualidade, o Brasil continuará pobre de cidadãos engajados e cultos.