Ensino domiciliar em questão no Brasil

Enviada em 22/10/2020

O ECA, Estatuto da Criança e do Adolescente, garante à criança e ao adolescente, o esporte, a cultura e o lazer. Porém, uma vez que o ensino domiciliar é autorizado no Brasil, este regulamento se torna utópico pois o menor de idade só irá ter contato com membros da família sem conhecer outros lazeres e culturas. Nesse sentido, estratégias precisam ser aplicadas para alterar essa situação que tem como uma das causas o bullying escolar e, consequentemente, a falta de socialização.

A princípio, o bullying se torna uma das razões para que os pais tomem as decisões de educar seus filhos em casa. No filme, O Extraordinário, Auggie é uma criança que recebe uma educação específica residencial, e por ter nascido com uma síndrome genética possuindo uma severa deformidade facial, sua mãe toma essa decisão para evitar que ele sofra com comentários agressivos de outras crianças. Deste modo, é notório o quanto as palavras ofensivas podem agredir o psicológico de uma criança, que deveria estar na escola para interagir e aprender igualmente como todos, mas que devido ao bullying pode acabar desviando sua atenção para as agressões psicológicas e às vezes até físicas.

Outro fator a ser mencionado, é como a falta de relações sociais, que acontece frequentemente em um âmbito escolar, se torna um severo resultado da educação domiciliar. Segundo Thomas Hobbes, uma pessoa nasce como uma folha em branco, e que a sua socialização dirá futuramente qual tipo de pessoa ela se tornará. Sendo assim, é de extrema importância que o desenvolvimento psicossocial de uma criança seja explorado da maneira correta para que assim, ela se torne uma cidadã independente que saiba ser justa e que saiba ir atrás das coisas corretamente.

Portanto, medidas devem ser efetivadas a fim de mitigar os impactos desta problemática. Torna-se prioritário, de início, a realização de campanhas nas escolas com o intuito de debater sobre a importância da interação com outras pessoas independente de quem ela seja para evitar que o bullying se propague. A campanha contará com a ajuda do Ministério da Educação em parceria com Ministério da Saúde, que disponibilizará psicólogos em todos os colégios que ocorrerá tais campanhas. Espera-se que com isso, a educação escolar tenha uma extensa diversidade de pessoas com sede de aprendizado, dialogando, aprendendo uns com os outros e tornando o ECA um regulamento praticado diariamente.