Ensino domiciliar em questão no Brasil
Enviada em 20/11/2020
A educação domiciliar é uma modalidade de Ensino em que os pais ou os tutores responsáveis assumem o papel de professores no processo de aprendizagem do seu filho. Segundo a Associação Nacional de Educação domiciliar, no Brasil, cerca de 11 mil famílias adotaram essa prática. No entanto, esse meio de transmissão de conhecimentos pode prejudicar tanto aluno em seu desenvolvimento social, como a docência brasileira. Logo, faz-se necessário o debate acerca do problema, que deve ser solucionado pelo Ministério da Educação.
Primeiramente, deve-se pontuar que as escolas são mecanismos de socialização, por conseguinte, ao serem privados dessas instituições, os discentes tendem a enfrentar dificuldades ao entrarem em contato com o corpo social, o que é extremamente preocupante, já que esse distanciamento entre os indivíduos de uma mesma sociedade pode afetar as relações futuras, tornando-as superficiais. Nessa perspectiva, Levi Vygotsky, psicólogo bielo-russo, afirmou que é a convivência social que promove de fato a humanização das pessoas. Desse modo, os apoiadores do ensino doméstico negligenciam a assimilação de hábitos característicos do povo e impedem os indivíduos de se tornarem membros funcionais de uma comunidade.
Em segunda análise, é vital analisar que os professores passam a ser desvalorizados quando os pais assumem a função de educadores. Nesse seguimento, diferentemente da Antiguidade Clássica , em que imagem do docente era valorizada, no Brasil atual, esses profissionais são sistematicamente desprestigiados e lidam com uma ideia errônea de que educar é uma simples tarefa e, assim, são substituídos por pessoas sem experiência e sem a formação adequada. Dessa forma, o aprendizado domiciliar apresenta pontos negativos que dificultam a valorização dos professores brasileiros.
Portanto, a fim de que a educação domiciliar seja uma aliada na aprendizagem, o Ministério da Educação deve criar diretrizes que incentivem a socialização do indivíduo, por meio de aulas de esporte, como natação e vôlei, e de idiomas, por exemplo inglês e espanhol, para que esses estudantes alcancem a autonomia e a consciência social. Ademais, o mesmo Ministério deve criar campanhas de valorização dos professores, que deverão circular por meio das mídias de grande alcance, como Instagram e Twitter, a fim de que a figura do educador, no Brasil, seja de grande valia para a sociedade.