Ensino domiciliar em questão no Brasil
Enviada em 27/11/2020
O filme “Capitão Fantástico” conta a história de uma família que vivia na floresta, logo, seus costumes eram diferenciados. Ademais, é dado ênfase a inteligência das crianças, que sempre foram educadas em casa, quebrando o conceito de que é necessário estar em uma instituição de ensino para ter um bom aprendizado. Todavia, o filme também ressalta as dificuldades de socialização, deixando claro a importância da escola nas relações sociais. Assim, sendo a educação capaz não só de capacitar indivíduos intelectualmente, mas também transfazer realidades, discute-se, o ensino domiciliar em questão no Brasil.
Primeiramente, é mister salientar que, em tempos de pandemia, como em 2020, foi necessário a atuação dos pais como orientadores e até mesmo como “professores”. O termo “homeschooling” começou a ser usado com mais frequência, e nesse contexto, entrou a necessidade de preparo dos responsáveis. Outrossim, o ensino domiciliar é importante pois muita das vezes a criança irá despertar o desejo pelo aprendizado em casa, como se passa no filme “Mãos Talentosas”, em que a mãe de Ben Carson teve papel fundamental na formação de um dos maiores neurocirurgiões do mundo. Em contrapartida, evidenciando a precaridade da didática brasileira, o país tem a 3° maior taxa de evasão escolar mundial, de acordo com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento.
Contudo, também existem as consequências negativas do “homeschooling”, como mostra o filme Capitão Fantástico, sobre as dificuldades sociais dos jovens, devido à falta de comunicação com outras pessoas. É imprescindível destacar que as instituições de ensino tem papel importante não só em educar, mas também em formar seres pensantes, através de debates coletivos, trabalhos em grupo e relações sociais. São nas escolas que ocorre a luta contra o bullying e a conscientização sobre diversos temas. Então, a família atua junto com a instituição pedagógica, sendo necessário o preparo dos pais e o investimento na educação.
Fica evidente, portanto, que a educação domiciliar tem seus pontos positivos e negativos, necessitando não só de capacitação dos pais, mas do avanço das escolas. Nesse sentido, o Poder Público e o Ministério da Educação, deve, por meio de projetos sociais com psicopedagogos e professores, auxiliar pais e responsáveis, disponibilizando materiais e dicas, com o apoio da mídia como difusora do conhecimento, através de aplicativos e sites, na finalidade de facilitar a orientação dos filhos. Além disso, o investimento em escolas, por meio de projetos coletivos com profissionais da educação, diversificando os métodos de ensino, para atrair os jovens para as escolas e estimular os debates em grupo, os relacionamentos e a construção de uma melhor sociedade.