Ensino domiciliar em questão no Brasil
Enviada em 30/11/2020
A Constituição Federal de 1988 garante a educação como direito aos cidadãos e exige dos governantes o desenvolvimento nacional. Entretanto, quando se analisa o ensino doméstico no Brasil, percebe-se uma falha dessa lei, visto que a adoção do modelo não suprirá a necessidade dos estudantes, tais solucionadas na escola, como por exemplo a presença de um espaço socializador. Essa problemática prevalece em virtude da inexperiência dos responsáveis e da ausência de regulamentação do sistema.
Em primeira análise, a incapacitação dos pais está atrelada com a falta de bacharelado desses nessa área. Segundo Goethe, " Nada é mais assustador do que a igorância em ação." Sob tal ótica, é notável que os alunos da educação domiciliar estarão em desvatagem de conhecimento em relação aos da convencional, uma vez que os cuidadores não terão a mesma preparação que professores formados.
Ademais, a deficiência de um planejamento “Homeschooling” é causada pela negligência governamental. De acordo com Hans Jonas, “Uma sociedade saudável é aquela que é capaz de mitigar suas enfermidades sociais.” Dessa forma, a desorientação dos familiares fomentada ora pela inexistência de guias e cronogramas que os auxiliem, ora pelo desamparo referente aos materiais de estudos para a realização do ensino, o que prejudicará o aprendizado do infantojuvenil, colaborando para a atenuação da “doença” desigualdade social, sendo que raramente estarão em posições semelhantes de quem teve o ensino bem elaborado.
Portanto, faz-se imperioso que ações sejam tomadas para a melhora do lecionamento em casa no país. Destarte, urge que o Ministério da Educação crie o projeto “Lar para Estudar”. Nele deve constar que todo docente domiciliar precisará fazer um curso preparatório todos os anos e uma prova para verificar se ele está apto para ensinar, além da disponibilização de livros e testes mensais com os conteúdos abordados para os estudantes. Isso ocorrerá por meio de investimentos do Estado e espera-se com essas medidas, a igualação dos níveis entre os dois métodos de educar, sem mais os danos anteriores. Só assim a Carta Magna será efetiva e concreta na nação.