Ensino domiciliar em questão no Brasil

Enviada em 19/12/2020

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita , na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que abordar a ensinança domiciliar em questão em contexto tupiniquim apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto do estereótipo quanto do desleixo governamental. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos a fim do pleno funcionamento da comunidade.

Em primeiro lugar, é fulcral pontuar que a divergência ao acesso a uma plena ensinança doméstica deriva da baixa atuação dos setores governamentais , no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população , entretanto, isso não ocorre no Brasil. Por causa da falta de atuação das autoridades, no que permite a prevalência de ideologias , que afirmam a educação transferida pelos docentes dentro de um espaço acadêmico como a única efetiva.Embora essa perspectiva é distante da real didática e estruturas dos polos educacionais , já que ainda há entraves , por exemplo, professores mal preparados , ausência de livros e de acessibilidade. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal urgentemente.

Em segundo lugar, é imperativo ressaltar a supressão de interesse por parte do governo como promotor do óbice. De acordo com o Ministério da Educação em 2013, 95% dos discentes saíram do ensino médio sem conhecimentos básicos em Português e Matemática. Acerca dessa ótica, é inegável ressaltar que a pedagogia de instituições públicas físicas é notoriamente deficitária e investir na educação a distância ,logo, irá ser acessível a todos .Tudo retarda a resolução do óbice , já que a inexistência de ações estatais , essas destinadas à universalização da ensinança igualitária contribui para perpetuação desse quadro deletério.

Dessarte, com o intuito de atenuar o empecilho,é preciso que o Ministério da Educação e da Cultura entre em parceria com as escolas ,com o propósito de realizar palestras ,subsidiadas pela União, sobre : “A necessidade de romper com as ideias que ditam que somente o ensino eficiente é o presente em delimitações espaçais voltadas à transferência de saber “.Ademais, essas apresentações devem ser licenciadas por psicólogos e sociólogos. Bem como, é obrigação da direção dessas instituições de ensino postar nas redes sociais ,Facebook e Instagram,tais abordagens e distribuir cartazes e folhetos informativos em linguagem compreensível a todos pela cidade em que ocorreram tais abordagens.