Ensino domiciliar em questão no Brasil

Enviada em 05/01/2021

“A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo”. Essa é uma das frases mais famosas de Nelson Mandela, que demonstra a importância e o poder da educação. É notável que, com o passar dos anos, a dinâmica de ensino modificou-se, aumentando o número de crianças que aprendem de suas casas. Para fortalecer esse processo, a pandemia do coronavírus, em 2020, funcionou como o impulso necessário para a consolidação do ensino domiciliar no Brasil.

Primordialmente, é imprescindível analisar os regates aos valores tradicionais, cada vez mais vigentes na sociedade. As crianças nobres, principalmente na época da monarquia, eram alfabetizadas em casa e raramente frequentavam a escola. Com o advento da república, as escolas fortaleceram-se e tornaram-se mais frequentadas. No entanto, segundo a Associação Nacional de Educação Domiciliar “A educação domiciliar teve aumento em 2.000% entre 2011 e 2018”, o que demonstra o resgate fervoroso dos costumes arcaicos.

Em 2020 ocorreu a pandemia do novo coronavírus e todas as escolas fecharam suas portas, dando início ao ensino 100% a distância. Com essa nova dinâmica, os pais puderam perceber a comodidade dessa “nova” forma de propagar o conhecimento, percebendo ainda a segurança que essa “novidade” leva aos seus filhos, não mais submetidos às periculosidades nas ruas, ao bullying na escola, e a diversos outros perigos. Segundo o site O Globo, “O grande dilema dos pais, ao retornarem às atividades presenciais, era este: devo levar meu filho à escola ou não?”, o que demonstra a preferência dos genitores quanto ao estilo de ensino.

Assim, o aprendizado ramifica-se em várias opções, mas a educação de casa é a preferida dos pais. Para consolidar tal forma de ensino, é necessário que as escolas, públicas ou particulares, desenvolvam uma plataforma digital especialmente dedicada aos alunos de educação à distância. Essa plataforma online seria montada por cientistas da computação e organizada pelos professores e coordenadores dos colégios, cada um com sua própria didática. Como efeito, haveria mais alunos à distância, protegidos em suas casas, que receberiam todos os materiais pertinentes, levando mais conforto, comodidade e segurança às famílias brasileiras.