Ensino domiciliar em questão no Brasil

Enviada em 13/01/2021

Na série “Bridgerton”, a personagem Daphne possui o sonho de ser mãe, entretanto, após o casamento, ela se questiona, por vezes, como se engravida, visto que o ensino ofertado em casa era restrito. Acerca dessa lógica, a educação domiciliar no País pode acarretar empecilhos ao desenvolvimento estudantil, sobretudo, pela falta de uma grade adequada e de interações sociais. Logo, ações estatais que transmudem os fatos fazem-se prementes.

Destarte, com o ensino ministrado, muitas vezes, pelos próprios pais, se torna preocupante a qualidade da grade de ensino ofertada. Sob essa óptica, de acordo com o Supremo Tribunal Federal (STF), cerca de 5000 famílias brasileiras optam pela educação familiar, no entanto, a prática é considerada ilegal. Nesse viés, é notável que, com o ensino realizado em casa, muitos pais não possuem capacitação legal para o ministro das aulas, notado que, geralmente, possuem graduações em áreas destoantes das cobradas no ensino básico, formulando, em geral, ensinos desconexos. Desse modo, atos que mudem esse cenário são urgentes.

Outrossim, além de um ambiente educacional, a escola se torna primordial para a formação e interação social dos indivíduos. Nessa conjuntura, para Aristóteles, o homem é um ser social porque é um ser carente, precisando de outras pessoas para se sentir pleno e feliz. À vista disso, privar uma criança das interações escolares pode comprometer. substancialmente, suas futuras relações interpessoais e sua comunicação, uma vez que sem os múltiplos convívios nos primeiros anos de vida, por vezes, o indivíduo pode se tornar um adulto dependente e com imbróglios comunicativos. Por conseguinte, medidas que mudem essa realidade são necessárias.

À luz dessas considerações, ações são necessárias para o impasse do ensino domiciliar no País. Portanto, é fulcral que o Ministério da Educação deve realizar acompanhamentos periódicos às famílias que optarem pelo ensino em casa, com visitas mensais de agentes sociais, que apliquem testes, de acordo com a idade do aluno, que verifiquem suas habilidades acerca de cada assunto, visando se adequar ao ensino tradicional. Ademais, as secretárias de ensino de cada estado devem ofertar de acompanhamentos psicológicos gratuitos aos indivíduos que possuam o ensino domiciliar, intentando desenvolver desde os primeiros anos a capacidade de comunicação e de interações sociais no indivíduo. Por esses intermédios, o ensino domiciliar pode deixar de ser um imbróglio no País.