Ensino domiciliar em questão no Brasil
Enviada em 05/03/2021
No filme “Meninas Malvadas”, a protagonista Cady, morava na África e tinha toda sua educação realizada em casa, porém quando se muda para os Estados Unidos, entra para a escola e têm dificuldades para socializar e se acostumar ao novo ambiente. De maneira análoga, tal cenário fictício se assemelha à situação de muitos jovens brasileiros que apresentam diversos problemas de adaptação e de aprendizagem quando entram em uma instituição, mas que são obrigados a ir já que o homeschooling é, até então, ilegal no Brasil.
De início, é notório destacar o bullying como um dos maiores causadores da má adaptação de um jovem em instituções de ensino que, consequentemente, provoca a necessidade de um homeschooling. Muitos estudantes acabam sendo alvos de piadas e intolerâncias relacionadas a sua aparência e seu comportamento que passam a provocar um sério estado de sofrimento e infelicidade dentro do colégio, fazendo com que o aluno perca total atenção e interesse nas aulas. Já com a educação domiciliar, tal problema seria resolvido, já que dentro de casa, o aluno não sofreria tais ataques e possuiria maior conforto e tranquilidade.
Somado a isso, dificuldades na questão do processo de aprendizagem em si voltam a salientar a indispensabilidade da legalização do homeschooling no país. Segundo o Pisa, responsável por avaliar os sistemas de ensino internacionalmente, o Brasil se encontra entre as 20 piores colocações no ranking mundial. Com isso, cada responsável deveria ter o poder de escolha entre enviar o jovem presencialmente ou buscar, dentro de casa com o homeschooling, um melhor tipo de ensino que seria mais eficaz e totalmente adaptado para aquele adolescente.
Devido aos fatos mencionados, fica clara a necessidade da legalidade, a partir do Poder Público, do ensino domiciliar no Brasil. Com a legalização, o MEC deve oferecer cursos de capacitação aos responsáveis, por meio de testes e semiários, para que eles possam instruir os menores da melhor forma possível em casa. Além disso, cabe também ao MEC juntamente ao conselho tutelar de cada município um acompanhamento periódico realizado a partir de testes educacionais, que avaliarão se a aprendizagem domiciliar está sendo eficaz para aquele jovem. Dessa forma, a educação no Brasil será diversificada e situações como a do filme supracitado não ocorrerão.