Ensino domiciliar em questão no Brasil

Enviada em 14/05/2021

O filme “Capitão Fantástico” conta a história de Ben, um pai que vive isolado da civilização com sua família e que se compromete em educar seus seis filhos. No Brasil, o ensino domiciliar tem sido visto como uma alternativa à tradicional educação brasileira. No entanto, tal modo de ensino interfere no desenvolvimento de relações sociais e na ineficácia em oferecer aos estudantes uma educação adequada.

Em primeiro lugar, é fulcral destacar como o ensino domiciliar afeta a socialização dos jovens. De acordo com o filósofo Aristóteles, o ser humano precisa relacionar-se com seus semelhantes, para garantir a sua sobrevivência. Nesse sentido, a necessidade de desenvolver um aprendizado longe do âmbito escolar torna o indivíduo desprovido de contatos sociais mais amplos e de experiências que só podem ser desenvolvidos no ambiente escolar.

Ademais, é imperativo ressaltar como a educação oferecida nos lares não é suficiente e apropriada para formar o intelecto dos jovens. Segundo o filósofo Immanuel Kant, o ser humano é aquilo que a educação faz dele. Mediante isso, o fato de muitos pais não possuírem conhecimento adequado como professores e pedagogos, pode interferir de forma negativa na formação de caráter e na educação dos jovens.

Tendo em vista os aspectos observados, faz-se mister que o governo institua medidas de prevenção e combate ao ensino domiciliar no Brasil. Diante disso, o Poder Executivo deve vetar qualquer projeto de lei que vise a aprovação da educação domiciliar no país, para que os jovens tenham acesso a socialização e uma educação de qualidade. Aliado a isso, é necessário que o Ministério da Educação invista em campanhas publicitárias, que busquem conscientizar os pais sobre como o ensino fora do âmbito escolar estorva no aprendizado dos seus filhos. Dessa forma, será estruturado um país onde as crianças e adolescentes tenham acesso à uma  educação qualificada.