Ensino domiciliar em questão no Brasil

Enviada em 17/05/2021

Na obra literária “Extraordinário”, o protagonista não frequenta nenhuma institução educacional durante grande parte da infância. É evidente que sua capacidade de socialização é reduzida, questão que atrapalha sua interação com outras crianças. Nesse viés, urge discutir os impactos do ensino domiciliar no Brasil, em especial, a privação do indivíduo ao convívio social e os prejuízos didáticos que ocorrem no processo.

Em primeira análise, é possível observar que a falta de convivência constante com a comunidade lesa profundamente crianças e adolescentes. Tal afirmativa é observada na teoria de Aristóteles, em que destaca a natureza política e cívica do homem. Assim, a inserção na sociedade é necessária para que o estudante desenvolva suas capacidade sociais, com extrema importância no desempenho de atividades básicas da vida pública, como por exemplo, a prática da cidadania, empatia e participação eleitoral.

Em segunda análise, nota-se a insuficiência dos pais como agentes educacionais, já que não possuem formação adequada para o feito. Esse fato é evidenciado na  graduação necessária para professores, quatro anos mínimos no curso superior, regra estabelecida pelo Ministério da Educação. Logo, qualquer curso ou preparação realizada pelos responsáveis não pode ser equiparada à competência de mestres e pedagogos qualificados, o que ocasiona grande prejuizo ao aluno submetido ao ensino domiciliar.

Diante dos argumentos supracitados, medidas devem ser tomadas para solucionar a situação. Portanto, os Governos Municipais associados ao Conselho Tutelar deverão garantir a ida à escola a todos menores de dezoito anos. Isso deverá ser feito por meio fiscalização de residências com crianças e adolescentes, com visitas semestrais e verifição de boletins, além do acompanhamento de listas de presença em todas as escolas públicas. Dessa forma, espera-se solucionar os dilemas do ensino domiciliar no Brasil.