Ensino domiciliar em questão no Brasil
Enviada em 28/07/2021
De acordo com o sociólogo Max Weber, as instituições sociais, como a escola, são ferramentas fundamentais utilizadas para integrar a sociedade e estabelecer comportamentos dentro dela. Nesse contexto, denota-se a importância de frequentar os meios sociais. Entretanto, infelizmente, famílias brasileiras estão considerando privar crianças dessa importante ferramenta e educá-las em casa, criando sociedades paralelas e corroborando com a formação de um perfil intolerante.
Coexistir harmoniosamente em sociedade é essencial; para isso existem as integrações por meio de instituições sociais. Essa integração pode ocorrer em dois níveis: socialização primária e secundária. Na primária, o principal meio de inclusão é a família, já na secundária a escola é essencial. Por conta disso, é de extrema importância que os pais considerem que seus filhos participem das duas formas de socialização, já que a escola não se restringe à transmissão de conteúdos. Ela é fundamental na formação do caráter de socialização, pois implica a convivência em um espaço que é simulacro de uma sociedade, influenciando na aceitação do outro, aprendendo-se, assim, a respeitar as diferenças.
Ademais, a escola, além de colaborar com o trabalho de socialização, desenvolve também um mecanismo de amparo para muitas crianças, evitando, muitas vezes, maus tratos com a ajuda dos seus trabalhos de apoio psicológico. Já no caso de uma criança restrita ao seu próprio universo, há a dificuldade de identificação de casos de abuso. Vale ressaltar que, mesmo que os pais ofereçam e cumpram com as exigências do ensino domiciliar, a maioria dos casos de abuso acontecem dentro das próprias residências.
Portanto, evidencia-se que ir para escola fomenta à sociedade um perfil menos intolerante e há tendência à subtração dos casos de traumas às crianças. Por isso, cabe ao MEC (Ministério da Educação e Cultura) junto ao Ministério da Justiça garantir as leis que fomentam a obrigatoriedade da formação das crianças e adolescentes através de instituições credenciadas, de modo que o menor não se torne ignorante, nem que haja um déficit educacional.