Ensino domiciliar em questão no Brasil

Enviada em 13/08/2021

“Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara”. Essas foram as palavras grafadas na obra “Ensaio sobre a cegueira”, sobre a autoria do escritor José Saramago. A história retrata a volatilidade das questões éticas e morais de uma sociedade exposta ao caos e ao alinhamento. Sem desconsiderar o caráter distópico da obra, é nítido que a desinformação é socialmente degradante e, enquanto a “cegueira branca” foi causa de tanta bárbara na ficção, o ensino a distância tem sido um gatilho para o enfraquecimento da população brasileira. Nesse contexto, é imprescindível avaliar que a desigualdade social em paralelo com a precariedade do ensino público brasileiro são fatores motivantes da problemática.

Primordialmente, é importante avaliar que a ineficácia da educação brasileira está atrelada a essa problemática. Neste viés, a Unesco (Organização das Nações Unidas para educação, ciência e cultura) revela que o desempenho da educação brasileira se encontra na 88° posição. Esse número revela a grande precariedade do ensino brasileiro. Consoante a tal afirmação, muitos apontam a baixa eficiência das instituições de ensino brasileiro em não cumprir com sua função como causa primordial para adquirir um ensino domiciliar, no qual os pais alegam que teriam a chance de oferecer uma educação melhor aos seus filhos. Contudo, tomar uma atitude que é individual para um problema que é geral não é, de forma alguma, a melhor opção. Logo, é imprescindível que o governo brasileiro melhore seu ensino.

Nota-se, outrossim, que a precariedade no campo social das crianças acabam moldando alicerces para tal conjuntura . Sobre isso, a novela Carrossel, de produção da SBT, em um dos seus episódios conta a história da personagem Valentina, que era educada pelas suas avós, que ficaram com a responsabilidade de educar tal criança. Quando a jovem não tem que ser mais educada pelas suas avós, acaba encontrando desafios em lidar com as diferenças existentes na nossa sociedade. Nessa linha de pensamento, fica evidente que quando a educação fica nas mãos de pessoas não qualificadas os jovens brasileiros acabam passando por dificuldades e oportunidades de entender a miscigenação em nossa sociedade.

Portanto, o Ministério do Desenvolvimento deve promover a redistribuição de verbas públicas para educação, por meio de um projeto de lei entregue à Câmara dos Deputados. Para tal, a redistribuição de verbas deve servir para o melhoramento das escolas de ensino público. Além disso, o projeto deve contar com uma emenda que garanta que os alunos de ensino a domicílio tenham matérias obrigatórias como, religião e diversidade cultural.