Ensino domiciliar em questão no Brasil
Enviada em 12/08/2021
O filósofo francês Sartre defende que cabe ao ser humano escolher o seu modo de agir, pois este seria livre e responsável. No entanto, percebe-se a irresponsabilidade da sociedade no que concerne o ensino domiciliar no Brasil. Nesse sentido, é preciso que estratégias sejam aplicadas para alterar essa situação, que possui como causas: a desigualdade social e a lacuna educacional ao se comparar a disponibilidade e nível de preparo dos responsáveis.
Em primeira análise, se faz necessário levantar o desnível social no que tange ao tempo de investimento em que os pais teriam para com seus filhos. A esse respeito, observa-se que há uma discrepância no que diz respeito ao período de ensino, uma vez que os responsáveis de muitas famílias, com baixa renda, utilizam a maior parte do seu dia para o trabalho, enquanto outras famílias, com classe superior, usufruem dessa disponibilidade. Em conformidade, o líder religioso Papa Francisco diz que “Os direitos humanos são violados não só pelo terrorismo, a repressão, os assassinatos, mas também pela existência de extrema pobreza e estruturas econômicas injustas, que originam as grandes desigualdades”. Dessa forma, é inadmissível aplicar essa metodologia de ensino sem antes considerar a desigualdade presente entre as famílias brasileira.
Ademais, é válido salientar que o déficit educacional dos responsáveis contribui para que o ensino domiciliar no Brasil não funcione. Referente a isso, é notório que a maioria dos pais não possuem o mesmo nível de conhecimento que um professor, além das habilidades e técnicas de ensino. Sob o mesmo ponto de vista, o inventor estadunidense Benjamin Franklin pregava sobre as consequências em utilizar da ignorância como meio de não aproveitamento de uma correta instrução, resultando na má formação profissional do indivíduo. Dessa maneira, é notório que a susbstituição do profissional docente por um responsável não preparado é extremamente problemática, visto que haverá a tendência de uma formação pessoal e intelectual não satisfatória.
Portanto, para que o ensino domiciliar no Brasil seja desconsiderado, medidas devem ser tomadas. Para isso, a sociedade deve entender que o papel do professor é insubtituível, analizando os aspectos de sua formação profissional, a fim de entender que esse possui capacitações que os pais, em sua maioria, não são familiarizados. Cabe também as famílias de classe mais elevada não adotarem o modelo de ensino domiciliar, observando que são privilegiados em comparação com a classes inferiores, com o ituito de que a desigualdade de formação da próxima geração seja mínima.