Ensino domiciliar em questão no Brasil
Enviada em 04/09/2021
Segundo a Associação Nacional de Educação Domiciliar (Aned) em pesquisa realizada em fevereiro de 2016, 7.500 famílias brasileiras praticam o homeschooling. Além disso, os dados também apontam que cerca de 15.000 estudantes fazem parte da educação doméstica no Brasil. Entretanto, a prática ainda encontra barreiras para sua aprovação no país. Segundo esses, a inserção da prática deve ser incentivada, tanto pela falta de qualidade do ensino brasileiro, quanto pela ausência de violência no homeschooling. Com base no supracitado, torna-se evidente a discussão desses aspectos, para que assim ocorra a normalização do ensino domiciliar.
Primeiramente, cabe abordar a falta de qualidade de ensino no Brasil, como fator principal para a opção do estudo em casa. Segundo os dados do Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes), o Brasil aparece entre as 20 piores colocações no ranking das áreas: Matemática, Ciências e Leituras. Nesse sentido, os pais optam por tirar seus filhos da educação tradicional, e inseri-los no homeschooling, que pelos avanços tecnológicos e cursos online, não se encontra desnivelado à educação nas instituições de ensino. Portanto, o Brasil deve investir no setor educacional, visando a atração de estudantes para as escolas novamente.
Ademais, violências como o bullying nas escolas acabam por incentivarem mais alunos a optarem pelo ensino doméstico. De acordo com a pesquisa do Instituto Locomotiva e do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (APEOESP), 37% dos alunos declaram já terem sofrido algum tipo de violências, seja física ou psicológica. Por isso, mais alunos evitando serem alvo, optam pelo estudo em casa, se distanciando de ambientes tóxicos que a escola pode gerar. Logo, é mister providenciar debates e discussões mais rígidas quanto ao bullying na sociedade contemporânea, buscando criar um ambiente mais sociável.
Torna-se evidente, portanto, que medidas acerca do homeschooling devem ser tomadas pelo Governo, para recuperar o prestígio da educação tradicional brasileira. Assim, cabe ao Executivo combater a violência nas escolas, mediante o investimento no Ministério da Educação (MEC), que promoverá debates em escolas, com psicólogos, acerca das consequências do bullying entre os alunos, rumo à ampla renovação de confiança no sistema tradicional. Outrossim, cabe ao Governo Federal, através de investimentos no Conselho Nacional de Educação (CNE) e no Ministério da Educação (MEC), que melhorará a educação no Brasil, se voltar para o setor educacional como prioridade no país. Dessa forma, será possível construir um Brasil com melhores níveis educacionais e escolas mais cheias.