Ensino domiciliar em questão no Brasil

Enviada em 06/09/2021

“A educação é a arma mais poderosa do mundo”. A frase do líder Nelson Mandela reproduz a importância do conhecimento na construção da esfera social. No contexto pandêmico do coronavírus, o ensino domiciliar se apresenta como um ineficiente sistema escolar. Isso ocorre em razão da falta de investimentos governamentais nas escolas públicas, o que formenta a péssima formação dos estudantes.

Nesse viés, conforme os ideais do filósofo Rousseau, o Estado é responsável por promover o bem-estar social, inclusive na questão escolar.  Sob essa ótica, a realidade do cenário brasileiro não apresenta os parâmetros rousseaunianos de sociedade, uma vez que as escolas públicas não possuem computadores capazes de proporcionar uma boa fluidez das aulas remotas. Isso porque a indiferença governamental em equipar os ambientes escolares com aparelhos eletrônicos de boa qualidade impede que o ensino domiciliar seja proficiente no Brasil, já que os locais de aprendizagem tornam-se mal preparados.

Ademais, no que diz respeito ao iluminista Kant, o homem não é nada além daquilo que a educação fez dele. Nessa perspectiva, o reflexo das escolas mal equipadas e despreparadas para a modalidade EAD - ensino à distância - está na péssima formação dos estudantes. Nesse sentido, os alunos submetidos ao sistema domiciliar não são bem qualificados, pois a precariedade das escolas não proporciona a qualidade excepcional em relação às aulas presenciais. Dessa forma, na perspectiva kantiana, a educação remota faz dos estudantes profissionais desqualificados.

Portanto, faz-se imprescindível que o governo - agente ativo na tomada de decisões - intervena no problema. Desse modo, cabe ao Estado equipar as escolas públicas com bons computadores, a fim de melhorar a qualidade da educação remota brasileira. Assim, a metá far-se-á realidade por meio da utilização de verbas provenientes dos impostos na compra de bons aparelhos eletrônicos. Nesse cenário, a educação será de fato a arma mais poderosa do Brasil, como dizia Nelson Mandela.